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Raquel Venceslau

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Era sete de setembro de 2015 quando o Sandro Bic (piloto de parapente e avião, motoqueiro e analista de sistema) convidou sua amiga e colega de trabalho, também da área de TI, Raquel Venceslau para acompanhá-lo em uma viagem de moto. A Raquel tinha bastante experiência em estradas. Aos 28 anos se aventurou no pedal com o objetivo de chegar em Torres, acompanhada apenas do seu foco insaciável. Saiu de Curitiba com a bike e as “troxas” no dia D e na hora H embaixo de chuva e seguiu molhada até o km 10, 50, e lá pelo km 100 decidiu comprar uma barraca, que no km 200 seria doada. Ela não havia romantizado a aventura em duas rodas, mas daqui até Criciúma foi assim, no aguaceiro das estradas até doar sua bike para os cafundós dos brejos no km 458 com a frase final: Vá com Deus! E pegou um “busão” para finalizar a aventura que nos contou anos mais tarde, enquanto voltávamos de um ano novo em Guaraqueçaba, que o foco não era voar, mas remar e “caçar” cachoeiras.
caiaque raquel venceslau
Canal do Furado – Guaraqueçaba – Raquel Venceslau
Com o mundo dos ares já era outros quinhentos, nada sabia sobre o assunto até a viagem de moto com o Sandro Bic, onde expandiu e sacudiu suas possibilidades de vivências e mudou seu estilo de vida. A parada que fez a virada de mesa foi na cidade paranaense que tem paisagens de tirar o fôlego, Ribeirão Claro, que estava sediando um evento do voo livre. Logo que viu ficou inquieta; “Quero fazer isso aí! Quais são os desafios para eu começar a voar de parapente?”

Em primeiro lugar o financeiro causava certo receio, pois as contas fixas como aluguel, água, luz, telefone já ocupavam parte do seu orçamento, e iria assumir mais um compromisso financeiro mensal, afinal era pagar o curso, depois de um tempo o equipamento próprio, e isso foi resolvido com parcelas que cabiam dentro do seu orçamento. Em segundo lugar sempre achou que um dia se encontraria nos esportes aquáticos, pois sempre amou a água. Em terceiro lugar porque nunca tinha pensado em ser piloto de qualquer coisa aérea, mas uma semana depois da viagem já estava aqui na Vento Norte realizando as aulas teóricas e práticas.
Determinadíssima, se cobrava ao máximo. Isso provavelmente tenha aprendido com a sua mãe, que foi professora e hoje é aposentada. “Minha mãe nunca me colocou medo pra fazer nada, me ensinou a trocar pneu, chuveiro, a me virar e ser independente.” A cada pouso já soltava para nós: Cara, onde eu errei? Onde está o meu ponto fraco? Mesmo quando o voo era perfeito, não saia em busca do elogio, mas do crescimento esportivo.

Raquel Venceslau

Tirou um mês de férias para ficar na Ilha do Mel focada no controle de solo como nas horas de lifts. Como o céu não se importa nadinha de nadica com os nossos objetivos e planos, durante os 30 dias, pois é, choveu. Obstáculos no caminho faz parte.
Em um ano a Raquel atingiu seu objetivo de acumular uma quantidade de horas de voo especificas, como também conhecer muitos lugares de voo.
O pai da Raquel sempre achou a filha inteligente, que poderia ser e fazer qualquer coisa que teria sucesso, que não colocasse limites nos sonhos e nas ações, mas que sempre fosse honesta. Ele era comerciante, e isso deu uma segurança para a filha se arriscar em empreender. Pediu demissão do antigo trabalho para abrir um bar no Água Verde, Os Insolentes, e obviamente que a Grande Família Vento Norte estava sempre por lá e até hoje temos saudades dos “velhos” tempos. O bar exigiu muito tempo, ficou cerca de um ano afastada do voo livre, até decidir que não era aquilo que queria como vida. Se livrou do bar e voltou ao mundo dos ares com mais gana. Começou a participar dos campeonatos para desenvolver as técnicas de cross country, e nesta descobriu uma nova paixão, a competição, que também expandiu para as realizações de SIV (Simulação de Incidentes em voo).
Campeonatos de Paraglider
Todo este foco esportivo atraiu patrocínios, em primeiro lugar da excelente empresa que faz parte, a TOPI, cujo o dono é apaixonado por esportes de ação e patrocinou o equipamento de competição da Raquel, da Gin Gliders Brasil, com todo apoio no equipamento, e o Mauricio Braga que super incentiva e apoia seus treinos no SIV.
Ao mesmo tempo que a Raquel avançava em seus conhecimentos, campeonatos e habilidade também se envolvia nas organizações esportivas do Clube de Voo Livre Cordilheira do Santana, da Federação Paranaense de Voo Livre e dos Jogos de Aventura e Natureza, do qual colaborou muito em todos.

patrocinio esportivo

Final de 2019 decidiu se mudar para São Paulo para reduzir custos (ela vivia em ponte aérea Curitiba – São Paulo), e assim estar perto dos clientes, mas especialmente e principalmente voar mais, que era uma ideia que alimentava desde que conheceu a rampa de Andradas. Ideia que se apresentou equivocada na prática, vivendo no coração pulsante do Brasil, descobriu que os curitibanos são felizardos. A logística em Sampa é mais complexa, mais cara e a frequência de voo é menor. Raquel tem registrada 200 horas de voo, das quais São Paulo não acumulou 30 horas deste total registrado.
Sampa se mostrou um grande desafio. Mesmo gostando de morar, viajar, e ser sozinha, ter o seu espaço, em São Paulo, longe da família e dos amigos, sentiu falta do nosso estilo de vida, em que estava sempre com a galera, um na casa do outro, nos acampamentos, barcas. A saga do ano solitário seria prolongado para todos durante a pandemia, e as palavras isolamento, distanciamento e sobreviver marcariam o ano.

Nas poucas idas para a rampa, durante um pouso a Raquel acertou um cupinzeiro e quebrou o tornozelo, de bobeira, e sua independência e pro atividade ficaram limitadas. Nesta aprendeu a pedir ajuda, coisa que não lhe agradava. Recuperada, retornou aos campeonatos logo que foram permitidos, e no primeiro deles contraiu COVID- 19, que a isolou novamente. Se proclamou a “manca do covid”. Bom humor é tudo gente!
Demorou algum tempo para recuperar a capacidade pulmonar, o cansaço e a indisposição ocasionados pelo vírus, mas quando passou já estava mais madura e mais forte. Depois de praticamente um ano de isolamento e projetos interrompidos, tirou o pé do acelerador no quesito alta performance esportiva, diminuiu a cobrança sobre si mesma, parou de cobrar de si um resultado similar ou melhor de quem tem 20 anos de voo, afinal ela tem 4 anos de voo e muitas histórias no esporte. Comprou uma segunda selete(cadeirinha que o piloto senta) para lazer, aberta e mais leve para fazer o hike and fly (caminhar nas montanhas e voar), decidiu espalhar o seu lazer em mais atividades, claro que o mar entrou, e o surf dá o ar da graça. No dia a dia está focada na saúde, na alimentação, nas atividades físicas e no bem-estar mental, e é com esta energia de alguém que amadureceu no “miserável” ano de 2020 que ela assume a presidência da Federação Paranaense de Voo Livre, por amor ao esporte e vontade de retribuir tudo que o esporte proporcionou de aprendizados e alegrias. Talvez seja a primeira mulher no comando da nave, entretanto ela não gosta que se refiram desta forma, e a razão é: “quero que falem pela minha competência, e não pelo meu gênero.”
Isso certamente ela já atingiu!

Vento Norte Paraglider

Uma escola movida pela emoção, feita por aqueles que amam os desafios.

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Confira a entrevista realizada com a Raquel 4 anos atrás, quando estava em seus primeiros meses de voo livre.

Vento Norte: Qual é a emoção envolvida em ser piloto de parapente?
Raquel: É bem difícil tentar descrever esse tipo de sensação. Acho que o voo me traz liberdade que outras atividades não oferecem. Essa sensação não vem apenas de poder olhar tudo lá de cima, mas de um conjunto de decisões que você vai aprendendo a tomar, e para poder acertar você acaba precisando ampliar a percepção para vários detalhes que antes passavam despercebidos, como o vento, as nuvens, diversos eventos da natureza e forma com a qual eles se relacionam, bem como o nosso comportamento diante de tudo isso. É um negócio meio desafiador ao mesmo tempo em que é contemplativo, uma solitude boa…

Vento Norte: O que você considera ser a maior dificuldade no voo?
Raquel: Ainda estou no inicio do esporte, então considero que a primeira dificuldade é conseguir responder de forma adequada a um ambiente e equipamentos aos quais não estávamos acostumados. Foi importante aprender a não me cobrar demais nisso, pois cada um tem um ciclo de aprendizagem inicial que é independente do perfil que desejaremos seguir como pilotos. A persistência é mais eficiente do que contabilizar o tempo em que cada coisa aconteceu.
Outra dificuldade é a nossa percepção sobre a evolução no aprendizado. De repente as coisas começam a fazer sentido e a curva de aprendizado aumenta bastante, isso dá a impressão de termos controle e de estarmos nos saindo melhor que um padrão criado por nós mesmos. É necessário constantemente refletir para não se deixar levar por esse tipo de coisa.

Vento Norte: Pode considerar que o voo livre mudou sua maneira de encarar algumas situações, sejam elas profissionais, espirituais, sociais e outros, ou que mudou em sua vida depois que passou a praticar o esporte?
Raquel: Sim. Já me dediquei a vários interesses diferentes, quer seja para sair da rotina, por aprendizado, para atingir um ideal ou até mesmo para ter assunto, mas nada me trouxe um retorno tão completo.
O parapente veio em uma época de questionamentos em relação à carreira e a um estilo de vida que eu costumava defender, mas que já não estava me levando a nada diferente do que eu já havia vivido. Eu costumava gastar bastante tempo e dinheiro com coisas que serviam apenas para anestesiar uma rotina que não servia mais. O voo ajudou a mudar essa perspectiva.
Outra questão interessante é que no voo temos contato com pessoas das mais variadas áreas, cada qual com suas características e pontos de vista. É uma boa oportunidade para observar e respeitar isso.

Vento Norte: Possui algum sonho no esporte a ser realizado ou conquistado?
Raquel: Voar de cross country. Também quero poder viajar para conhecer novos lugares e rampas.

Vento Norte: Tem algum momento que considera mais especial que os demais?
Raquel: A primeira vez que eu fui com a escola pra Ilha do Mel. Eu nunca tinha voado, nem de duplo. A condição estava tranquila e o vento fraco, ai consegui fazer meu primeiro voo (um prego bem digno até). Depois, no mesmo dia ainda voei de duplo e foi só alegria ver a ilha inteira lá de cima!

Vento Norte: Já voou em quantas rampas de voo? Dessas rampas tem alguma que você tem um carinho mais especial?
Raquel: Por enquanto somente no Morro do Cal/PR e Ilha do Mel/PR.
Tenho um grande carinho pelos dois lugares por que eles proporcionam experiências diferentes que acabam se complementando no meu aprendizado.

Vento Norte: Já passou por algum incidente ou acidente, se sim o que houve e por que?
Raquel: Levei uns arrastõezinhos engraçados no inicio, mas foram suaves.
Obs: arrastões quando mencionados referem-se ao treinamento em solo.

Vento Norte: Que dica você orienta para aqueles que estão começando no voo livre ou que pretendem iniciar no esporte?
Raquel: É igual escolher a pílula vermelha do Matrix. Não tem volta e você nunca mais vai enxergar as coisas da mesma forma, e não vai querer parar! Constantemente você será pego olhando para o céu, inclusive vão começar a te achar meio maluco(a) por isso. Provavelmente você vai abrir mão de outras coisas que nem eram tão importantes assim. Respeite suas características individuais e tenha opinião própria, mas não seja teimoso. O voo acaba sendo essa questão de equilíbrio.

Vento Norte: Se quiser deixar um depoimento para a Vento Norte, pilotos e alunos sinta-se a vontade!
Raquel: Agradeço o trabalho honesto e de qualidade da equipe Vento Norte e também a paciência infinita do Márcio, Kauan e Natan. Sinto-me satisfeita por ter optado por uma escola com uma ótima estrutura, tanto nas aulas teóricas quanto nas práticas e que trata os alunos de forma individual. Fico feliz por vocês participarem de cada conquista!

Vento Norte: Agradecemos a conversa, o carinho e o reconhecimento pelos instrutores, alunos e pilotos, Raquel. Muito obrigada por compartilhar e deixar compartilharmos sua experiência, sensações e emoções!

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Por falar em mulheres no comando, você conhece os ODS?

Os ODS são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma coleção de 17 metas globais, estabelecidas pelas Nações Unidas para organizar a agenda 2030.

Cada meta global é ampla e interdependente, com uma lista de sub-metas a serem alcançadas, desde desenvolvimento social, econômico, educação, pobreza, fome, saúde, saneamento, energia, meio ambiente e justiça social. Metas ambiciosas, entretanto, se todos usarem seu poder transformador poderemos ter mais polinizadores para a mudança que queremos ver no mundo. E nós, como escola e habitantes deste planeta lindo e repleto de desafios queremos estar no time que faz parte da solução e aproveitaremos este artigo para divulgar o Quinto ODS – Igualdade de Gênero, pois é queridos leitores, em todos os nossos artigos somos intencionais, queremos provocar a mudança para um mundo melhor.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas

O ODS número 5 tem como objetivo geral: Alcançar igualdade de gênero e empoderar as mulheres e meninas.

Não no sentido de dar poder a alguém, pois todos nós já nascemos com o poder, trata de garantir que mulheres exerçam o seu direito de usar o seu poder.

Os objetivos específicos são:

5.1 Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte.

5.2 Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos.

5.3 Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas.

5.4 Reconhecer e valorizar o trabalho de assistência e doméstico não remunerado, por meio da disponibilização de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção social, bem como a promoção da responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família, conforme os contextos nacionais.

5.5 Garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública.

5.6 Assegurar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos, como acordado em conformidade com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento e com a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos resultantes de suas conferências de revisão.

5.a Realizar reformas para dar às mulheres direitos iguais aos recursos econômicos, bem como o acesso a propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade, serviços financeiros, herança e os recursos naturais, de acordo com as leis nacionais.

5.b Aumentar o uso de tecnologias de base, em particular as tecnologias de informação e comunicação, para promover o empoderamento das mulheres.

5.c Adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis.

Confira os detalhes do ODS -5 aqui.

 

Quem Pode Voar

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“Voar de parapente é um esporte muito interessante, pois quebra alguns paradigmas: quanto mais velho você fica, mais experiente, melhor serão seus voos. Ou seja, com o passar do tempo a gente fica mais bem preparado, diferentemente de outros esportes que exigem demais da nossa condição física. Por exemplo, eu jogava basquete, mas com minha idade não consigo mais competir com a molecada, pois não tenho a mesma preparação física, apesar da minha pontaria na cesta ter melhorado. Com o parapente é diferente, quanto mais o tempo passa, mais experiente eu fico e melhor serão minhas decisões no ar.” (Marcos Meier)

A Associação Brasileira de Parapente – ABP – exige documentação que comprove a capacidade física e psicológica do praticante. A própria Carteira Nacional de Habilitação vale como comprovante devido ao exame médico e psicotécnico exigido pelo órgão competente. Caso o praticante não tenha CNH, torna-se necessário apresentar atestado médico.

Apesar do parapente não exigir rigorosamente preparo físico é importante ter em mente que praticar atividades físicas, alimentar-se bem, dormir bem, ir ao médico com regularidade e outros hábitos positivos são importantes para uma vida saudável, plena e com menos riscos. O ideal é que faça um check-up para iniciar no esporte conversando com seu médico a respeito para averiguar se não há nenhum impedimento como crises agudas de labirintite, desvios sérios e perigosos na coluna, osteoporose, problemas cardíacos etc. Nunca é tarde para começar a cuidar-se melhor e praticar qualquer atividade com tranquilidade.

Embora no Brasil não haja decretos ou normativas que expressem proibições da prática esportiva parapente, na Europa existe uma comissão médica que informa as contraindicações para cada esporte. Transcrevo as emitidas pelo Conselho de Medicina da Federação Francesa de Voo Livre, caso tenha alguma das contraindicações orientamos que busque um médico que avalie qual é a sua situação e seus riscos esportivos.
CONTRAINDICAÇÃO SISTEMA NERVOSO
Qualquer alteração ou perda de consciência de origem conhecida ou desconhecida (epilepsia, desconforto vagal, espasmofilia) é uma contraindicação até o desaparecimento clínico ou para clínico estabilizado dois anos sem ou com tratamento, se isso não afetar o nível de vigilância e sua administração for compatível com a atividade.
A ser avaliado individualmente dependendo da intensidade da prática e do tratamento:
  • Seqüelas de doenças cerebrais ou meníngeas, traumáticas ou não, com risco aumentado de edema cerebral hipóxico altitude.
  • Deficiência psicológica conhecida e / ou tratada, ou detectada durante o exame que verifique a instabilidade ou perda de domínio de si.
  • Qualquer intoxicação ou qualquer tratamento (medicamentoso ou não) que possa levar à falta de controle.
MOBILIDADE
É necessário possuir mobilidade física.
Contraindicações: Instabilidade do ombro não operada e não estabilizada.
A ser avaliado individualmente dependendo da intensidade da prática e do suporte:
  • Alteração da proprioceptividade dos membros inferiores (em particular não restaurada após trauma).
  • Instabilidades espinhais, material de osteossíntese espinhal causando rigidez que não permite controle satisfatório pilotagem.
  • Hérnias, eventrações, até consolidação pós-cirúrgica, (3 meses “simples”) ou 6 meses (coluna), então reavaliação a cada 6 meses por 2 anos após a consolidação.
Sistema cardiovascular:
Contra-indicações: doença cardíaca instável .
Para ser apreciado de acordo com a intensidade da prática e do apoio:
  • Distúrbios da hemostasia
  • Insuficiência respiratória sintomática, enfisema sintomático na saturação de O2
  • Tontura verdadeira e distúrbios de equilíbrio (teste de Romberg, nistagmo, teste de equilíbrio 1 ou 2) não estabilizado.
  • A ser apreciado dependendo da intensidade da prática e do suporte: A perda auditiva não permite que uma voz seja ouvida sussurrado a 1m.
OFTALMOLOGIA E CAPACIDADE VISUAL:
Contra-indicações: Qualquer patologia que não permita que os obstáculos do caminho sejam visualizados para evitá-los:
  • Visão do relevo após correção insuficiente para avaliar a distância aos obstáculos;
Para ser apreciado de acordo com a intensidade e tratamento:
  • Cegueira unilateral.

Grupo no WhatsApp – Notícias dos Ares

No aplicativo do Whatsapp temos um grupo denominado “Notícias dos Ares”. Indicamos que entre no grupo caso pretenda fazer o curso ou se informar sobre.
Neste grupo apenas os administradores (nós) contamos o que esta rolando aqui na escola, como aulas práticas, expedições, festas, aulas teóricas, artigos esportivos, dicas variadas e outras coisitas que achamos legal. Ah, e é bom você saber que escrevemos muito pouco por lá, assim não atrapalhamos o cotidiano dos membros do grupo.

Para participar do grupo basta clicar aqui e será automaticamente direcionado para o grupo do “zap” Notícias dos Ares.

Artigos que podem te ajudar:

Indicações para voar

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A obesidade e a idade não são óbices para o início do aprendizado e prática do voo livre.

O nosso esporte é ideal para os amantes da LIBERDADE com RESPONSABILIDADE, pois o mesmo propicia os mais BELOS VISUAIS…

O parapente é indicado para quem ama VIAJAR, pois possibilita uma gama imensa de desculpas para o viajante não ficar em casa durante os finais de semana.

Indica-se o esporte para os amantes da NATUREZA, pois se cerca de matas, passa por cima delas, corre MONTANHAS, visualiza a geografia dos rios, lagos, cidades e etc., do ângulo mais privilegiado. Uma constante que faz parte do mundo do Voo Livre.

Recomenda-se para os apaixonados por FOTOGRAFIA, por ar puro e por VISUAIS SINGULARES, considerando a estética e plástica permitida em ângulos singulares, possibilitados pelo voo.

Aponta-se o início da prática para poetas, intelectuais e artistas, pois aqui os mesmos encontrarão um mundo de especiais INSPIRAÇÕES, aonde o limite vai para além das raias comuns do mundo normal dos mortais que não voam.

Oferta-se a amantes dos ESPORTES e atividades físicas, pois aqui o movimento e interação, conhecem o PRAZER do feito, no mais simples e no mais avançado, onde a pluralidade de sensações inspira singulares sentimentos.

É indicado para aqueles que carregam grandes fardos, pois serve como válvula de escape para o stress do dia a dia, contra-balanceando e EQUILIBRANDO o ser, entre o abismo do mundo cotidiano e o céu de atividade desestressante.

Desta forma, temos apenas alguns dos motivos e razões para a prática do esporte, na modalidade Vôo Livre.

Texto de Berlioz Cavalcanti

Achou que era só isso?

É não, tem muito mais por aqui: motivos do porquê voamos. Imperdível.

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Artigos que podem te ajudar:

Morro do Cal

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Morro do Cal, Campo Largo.
Decolagem de parapente no Morro do Cal, Campo Largo. Foto de Anderson Kaminishi. Instagram @kaminishi

Aventura e natureza pertinho da Capital Paranaense

Parafraseando Manoel Barros: Quando seus olhos estiverem sujos de civilização, e cresce dentro deles o desejo de árvores e pássaros, vá para o MORRO DO CAL.

É uma ótima dica do que fazer no fim de semana perto de Curitiba.

A hashtag Morro do Cal esta cada vez mais presente nos feeds e stories das redes sociais, e não por menos, localizado à 25 minutos do Parque Barigui, com um dos mais belos poentes, atrai pessoas que buscam ar puro neste momento de isolamento social.
Os voos e as aulas de parapente da nossa escola alegram o céu do município de Campo Largo desde o ano de 2011, quando fundamos o espaço, e agora esta na graça de novos aventureiros.
Fogueira (cuidado!), roda de violão, amigos, trator, comida rural, paisagem, horizontes, natureza, acompanha a vibe que o espaço ainda te convida para caminhar, trilhar, fotografar, descansar e claro, decolar para alçar belíssimos voos em meio aos remanescentes florestais de araucárias.
Aos pés do Morro do Cal um gramado se estende e serve de área de pouso, treinamento do controle do parapente e também conta com um camping em suas margens.
O gramado do pouso é adornado pela mata atlântica, e o horizonte é repleto de morros que ao fim do dia o astro rei colore a paisagem e atrai tantas cerimônias de casamentos, ensaios fotográficos, blogueirxs e influencers atrás do clique perfeito.
Amantes da arte e da fotografia inovam, pois o que não falta é inspiração. Aliado à tantos atributos some sobrevoar livremente e ver toda a beleza de cima, é realmente fascinante.
Morro do Cal
Fim de tarde no Morro do Cal. Foto de Anderson Kaminishi.
A infraestrutura do espaço conta com a lanchonete, banheiros com chuveiros e estacionamento, pois é…

Praticar um esporte intenso e ao mesmo tempo desfrutar da natureza e aproveitar a tranquilidade da vida rural,  é um privilégio.

Pensando em várias dúvidas que nos perguntam sobre o Morro do Cal realizamos este artigo que irá abordar:

Como chegar no Morro do Cal

Caso tenha o aplicativo waze em seu celular, basta digitar Clube de Parapente Morro do Cal que chegará lá ou pelo google maps, localização aqui.
Descrição: Pegar a estrada para o bairro Guabiroba, 3 km de paralelepípedos e mais 4 km de estrada de terra em boas condições, qualquer carro chega ao local, entretanto a subida para a rampa é feita exclusivamente pelo trator da propriedade que administra a lanchonete, na bifurcação manter a esquerda, 300m depois virar a esquerda, 2 km para chegar a área de pouso.

Parapente Morro do Cal

Morro do Cal decolagem
Foto de Anderson Kamininshi.
Se você busca fortes emoções, entretanto com responsabilidade, é com a gente mesmo!
Da melanina intensificada no cume vamos para a endorfina, dopamina, adrenalina. Em outras palavras suor, movimento, emoção, superação, desafios, liberdade, treinos, felicidade.
O voo duplo instrucional de parapente é a experiência para quem busca contemplação.
O curso de formação de pilotos de parapente é para quem busca um novo estilo de vida, novos lazeres, amizades, um novo esporte.

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Artigos que podem te ajudar a pensar sobre o ingresso no voo livre:

Voo no pôr do Sol
Sobrevoando o Morro do Cal no fim de tarde. Foto de Anderson Kaminishi. Instagram @kaminishi

Como subir o Morro do Cal:

Você pode ir pela propriedade que sedia a lanchonete, como também pela trilha da estrada.  A primeira opção é mais vantajosa pela estrutura de banheiros, estacionamento e segurança, paga-se entrada, já a segunda opção tem a desvantagem principal do veículo ficar na beira da estrada, sem segurança alguma, e não tem valor de cobrança, uma vez que esta na rua.
A trilha do Morro do Cal é ótima para quem quer iniciar na atividade de caminhadas, montanhismo, corrida de aventura, paramontanhismo, hike and fly (caminhar e voar), manter os glúteos tonificados e pernas torneadas, o treino da semana em dia, ou apenas para ter um final de semana em movimento e em contato com a natureza.
Não contém obstáculos de nível difícil e não exige esforços homéricos, sendo a maior parte do trajeto percorrido na sombra, embora o trecho final seja o percurso que mais exige, pela inclinação, e por ser o trecho sem sombra e o mais escorregadio por contas das pedras. Dentro da propriedade há trilha realizada pela estrada, como também trilha pela mata, que também serve como prova de corridas de aventura.

Morro do Cal Tempo de Subida – Trilhas

A nível do mar, a altitude do Morro do Cal é de aproximadamente 1.050 mts. O desnível cerca de 200mts.
A pé pela estrada do trator você irá levar entre 30 minutos até 2h00 para alcançar o cume. Varia conforme o ritmo de cada um. Agora se for realizar as demais trilhas entre os riachos, lagos e etc, o que irá determinar o tempo da sua caminhada ou corrida, será totalmente a sua andança. Quanto mais cedo for, quanto menos barulho faz, melhores são as chances de fotografar esquilos, bugios, tucanos e tantos outros pássaros, como também cervos que vez ou outra dão o ar da graça por ali.
Em todo caso, orientamos que avise na lanchonete suas intenções, ou para os responsáveis abrirem a propriedade mais cedinho para você, ou para darem conta dos cachorros para sua andança pelas demais trilhas serem tranquilas.

Morro do Cal Passeio de Trator

trator morro do cal
Trator do Morro do Cal, estacionado próximo ao cume.
Se o seu esquema de ir até lá é mais para contemplar, renovar as fotos do instagram e não tanto movimentar o esqueleto, é possível! Os responsáveis pela lanchonete oferecem um serviço de traslado, com trator que transporta os apreciadores de horizontes até quase o cume. A subida leva em torno de 15 minutos, sendo percorrida exclusivamente pelo trator, tendo em vista que quem abriu a estrada foram os responsáveis, sendo assim não é permitido que o transporte seja realizado por outros veículos (mesmo os 4×4). O vale subida de trator é adquirido na lanchonete do local.
Obs: verificar com os responsáveis se crianças podem usufruir do traslado de trator.

Morro do Cal Estacionamento

Foto de Rodrigo Silva. Morro do Cal
Achou o Auaventura? Mas não é isso que queremos que repare, mas sim na área de estacionamento, ao longo da lanchonete e a área de pouso de parapentes do Morro do Cal. A foto é de Rodrigo Silva.
O estacionamento é em área aberta, próximo a lanchonete, porém não no gramado utilizado para o pouso e treinamento de parapente.
Para a segurança da vegetação, das formigas e demais insetos, e mais importante ainda a de todos(as) os(as) nossos(as) atletas, como para a integridade da sua forma de transporte (que estaria bem no pouso, podendo ocasionar um acidente), favor não estacionar no gramado.

Acampamento Morro do Cal

Cume do Morro do Cal. Público apreciando as decolagens de parapente.
Cume do Morro do Cal. Decolagem de Parapentes em Campo Largo. Foto de Rodrigo Silva.
É possível acampar no Morro do Cal, desde que não seja em seu cume, e sim no bosque próximo a lanchonete, de maneira a preservar o espaço do cume. Mesmo que  moradores da região digam que pode acampar no cume, não pode, trata-se de uma APP – Área de Preservação Ambiental, o espaço do cume não é propriedade particular, mas sim pública que incide leis ambientais e florestais de preservação.
O cume não é grande, podemos até considerar pequeno. É íngreme, e seu solo sensível, não comporta aglomerações, e ninguém gosta de aglomeração, com ou sem pandemia e mais um monte de  barracas poluindo o visual 360º. Infelizmente turistas carregando colchões, churrasqueiras e até carvão para o cume esta tornando-se corriqueiro, e nossas intervenções igualmente mais frequentes em focos de incêndios ocasionados por turismo predatório das barracas, das churrasqueiras e fogueiras. Se não bastasse o crime ambiental dos focos de incêndio, ainda chegam a cavar o solo do cume para fazer valas em torno das barracas. A intenção de aventura é boa, nós entendemos e recomendamos a aventura, a natureza, o ar puro, porém com respeito, com bom senso que devemos pelo meio ambiente. Lembre que próximo da lanchonete existe espaço para as barracas, fogueiras de maneira segura, e banheiros com chuveiros. Aproveite e divirta-se com carinho pela floresta.

Morro do Cal Entrada

O Morro do Cal foi fundado pela Vento Norte Paraglider em 2011/ 2012, em conjunto com nossos alunos e pilotos, como sede de campo para as aulas de parapente e voos da nossa escola.
Com o passar do tempo fomos ganhando visibilidade, o que acabou por atrair diversos outros esportes, amantes de fotografia, cerimônias de casamentos, turismo, influencers, blogueiras, ensaios fotográficos e eventos esportivos e da natureza, e então em dezembro de 2019 a propriedade passou a ser administrada pelos proprietários da área e seus funcionários. Desvinculando a responsabilidade da Vento Norte Paraglider e do Clube de Voo de qualquer responsabilidade sobre a área, inclusive não recolhemos/recebemos/arrecadamos/ taxa de acesso. Não efetuamos venda de vale-subida de trator, vendas da lanchonete, cobrança de acampamentos entre outros itens.
Todos esses valores devem ser solicitados para os responsáveis pela área da lanchonete (exceto o cume que é APP), e são exclusivamente os responsáveis em administrar todas as atividades dentro da propriedade. Contato Morro do Cal lanchonete e trator: Douglas ou Floriano: 41.9665-9252.

Cuidados COVID-19

A pandemia esta entra nós, mesmo em ambientes abertos é necessário manter todos os cuidados para proteger a saúde e o coletivo. As Américas enfrentam o maior número de casos, o combate contra a pandemia está à cargo da atitude individual e do bom senso da sua gente.
Orientamos que durante a permanência no Morro do Cal:
  • Mantenha o distanciamento social.
  • Lave suas mãos com frequência. Use sabão e água ou álcool em gel.
  • Mantenha uma distância segura de pessoas que estiverem tossindo ou espirrando.
  • Use máscara quando não for possível manter o distanciamento físico.
  • Não toque nos olhos, no nariz ou na boca.
  • Cubra seu nariz e boca com o braço dobrado ou um lenço ao tossir ou expirar.
  • Fique em casa se você se sentir indisposto.
  • Procure atendimento médico se tiver febre, tosse e dificuldade para respirar.
  • Lembre-se de que, isoladamente, as máscaras não são uma proteção contra a COVID-19, e o uso delas deve ser combinado com o distanciamento físico e a limpeza das mãos. Siga as orientações da autoridade local de saúde.
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O retorno para a natureza e seus impactos

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Quem na face da terra imaginou algo como o ano de 2020?
A palavra sem precedentes repete-se inesgotavelmente por todos os cantos, e a nova normalidade adentra em todas as casas. Crianças imploram por novos ares, respirar ar puro, liberdade, quem dirá nós, os grandões, cheios de preocupações, stress, ansiedades, incertezas, medos, compromissos, desencontros, cansaços, batalhas perdidas ou vencidas, intensificadas em desejos, sonhos e anseios adiados ou não.
Em “fúria” centenas de mulheres, homens, crianças, jovens e seus pets buscaram e buscam as “planícies’. Admitam! Todos clamaram fugir para as colinas e dar um time, frear o turbilhão mental, desconectar, atender o anseio de que há um mundo mais rico a explorarmos que o miserável cotidiano. Ah alma, não é por menos. A natureza cura. Cura depressão, estresse, ansiedade, medo, dor nas costas, dor de cotovelo, coração partido, escassez de novas fotos nas redes sociais, gordura localizada, artéria entupida, déficit de atenção, falta ou excesso do que se fazer e do que se pensar,  entretanto mais urgente que as nossas mentes inquietas e “feeds” vazios, é a nossa conexão com a natureza sem deixar rastros nocivos, entender que a saúde humana depende da saúde da natureza, da nossa conexão cultural e social no entendimento de que  “existe uma sabedoria espetacular na natureza” e não é apenas aprendermos SOBRE ela, mas aprender COM ela, pois quem aprende, respeita, protege e se une em prol de um bem tão vital.

No Paraná estão presentes 3 fitofisionomias do Bioma Mata Atlântica: Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional Semidecidual. Este importante bioma é umas das florestas mais ricas em biodiversidade de plantas no Planeta, e desta Mata que encanta os olhos e preenche a mente, pasme e chore, resta menos de 15% no Brasil, sendo a maior parte concentrada na Serra do Mar, e o restante fragmentado.

Esses 15% que tanto resistiram enfrentam mais uma ameaça: o turismo depredatório.  E não falo aqui daquelas pessoas que estacionam carros e ligam o som no último volume em uma desastrosa playlist que detestamos, ou que chegam no cume da montanha com as caixinhas de som portáteis, cada qual com uma música diferente, para este mal basta a frase de uma amiga: “Se precisa de música alta no meio da natureza você não entendeu nada.” Falamos aqui do pior, dos incêndios provocados por fogueiras em acampamentos, fogos de artifícios, bombinhas, bitucas de cigarro, vidros e metais, que pintam com cinquenta tons de cinza nossas Matas.
Montanhas paranaenses arderam na negritude do ano perdido. Cordilheira do Santana, Morro da Palha, Anhangava, Ilha do Mel, o Morro do Pão de Loth somam-se ao mapa de #queimadas brasileiras. Não, não adianta dizer que é natural as queimadas por aqui. De forma alguma o bioma Mata Atlântica se comporta como o bioma do Cerrado, em que o calor, combustão é uma causa natural e até benéfica para as sementes em lugares específicos, não aqui. Os incêndios de causas naturais na Mata Atlântica são restritos aos raios de tempestades, e essas não dão o ar da graça pelo Paraná há muito tempo. A torneira das casas bem sabem disto.
A natureza é sábia, e a passos muito lentos e a um preço bem alto de fauna e flora perdidas, ela irá se recuperar. Talvez algumas espécies de plantas não retornem, nem mesmo os animais tão importantes para a manutenção e recuperação de áreas degradadas, com seu ir e vir de sementes, não aparecerão tão cedo. Quem sabe daqui uns meses, se chover, nasça um monte de gramíneas (capins) e herbáceas (samambaias), que possuem sementes mais resistentes, e que podem fechar tanto o solo e com tamanha agressividade a ponto de abafar ou retardar o crescimento de quaisquer outras espécies de plantas, como as arbóreas tão necessárias ao planeta.
Existe a responsabilidade governamental de ações pontuais e rigorosas negligenciadas ano após ano, agravadas nos últimos sem sombra de dúvidas, mas não nos exime da nossa responsabilidade individual, é e desta que será o nosso “tête à tête” aqui.

FOGUEIRAS CAUSAM INCÊNDIOS NAS MONTANHAS

Acampamento
Foto ilustrativa
Acampamento combina com roda de violão, que combina com fogueira, que combina com marshmallow, vinho, queijos, salames, frutas, histórias de terror ou de romances.
Perfeito, recomendamos e ainda faremos mais, indicaremos um artigo que saiu na GOoutiside, pode conferir que vale muito a pena, mas antes, e este MAS é o mais importante, estamos em uma estiagem histórica, uma “simples e inocente” fogueira em um cume de montanha e/ou florestas pode sair do controle, e você em um piscar de olhos transformar o paraíso em inferno.
Incêndios e queimadas
Foto ilustrativa. Fonte Unsplash
Já perdemos as contas de quantas vezes subimos o Morro do Cal nesta pandemia para apagar focos de incêndios de pessoas que estão fazendo fogueiras e churrascos no cume e matas.
Fogueira em qualquer lugar, sem conhecimento, sem segurança, sem cuidado, é crime! Com ou sem estiagem, sejam elas para churrasco ou para aquecer, não se faz na mata, não se faz em cume de montanha, não se faz em florestas.
Isto quer dizer que a fogueira ou churras da sua fuga para as colinas foi para o ralo? Não, não foi. Existe local e técnica apropriada. Antes da criatura ir direto para o cume ou mata com um saco de carvão ou um bocado de lenha, a criatura irá se informar, pesquisar e descobrir o lugar correto, se este for possível, e mesmo que encontre restos de uma fogueira usará o conhecimento e discernimento, já sabe que marcas de fogueiras anteriores podem ter sido realizadas por pessoas “inocentes” e sem conhecimento, ou seja, saberá que aquele local é inapropriado sem que alguém tenha que dizer.
Bitucas de cigarro, restos de vidro, queima de lixo, balões, fogos de artifícios também estão entre os vilões das queimadas da nossa Mata Atlântica.

ONDE ACAMPAR

Onde Acampar

A esmagadora maioria das montanhas e morros paranaenses são unidades de conservação, criadas e protegidas pelo Poder Público para serem preservadas. As unidades de conservação são:
  • Área de Proteção Ambiental
  • Reserva Ecológica
  • Reserva Biológica
  • Parque Nacional
  • Monumento Natural
  • Refúgio da Vida Silvestre
  • Floresta Nacional
  • Área de relevante interesse ecológico
  • Reserva da Fauna
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável
  • Reserva Extrativista
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural
Morro do Cal, Campo Largo
Foto de Anderson Kaminshi. Instagram @kaminishi
O Morro do Cal, em Campo Largo, o Morro da Palha, em Campo Magro, são exemplos de APPs, ou seja, Áreas Ambientais de Preservação Permanente, uma Unidade de Conservação ambiental com a função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo. Ambos Morros possuem cumes relativamente pequenos e declive acentuado, e entraram no mapa das aventuras de natureza em virtude de serem rampas de decolagens de parapentes, e preservados por seus praticantes ao longo destes anos através de Clubes de Voo Livre. No cume não há espaço o suficiente para montar barracas, pois além do óbvio, o risco de raios e não ser um abrigo para intempéries, são cumes que possuem uma alta demanda de admiradores de horizontes e decolagens de parapentes, e evidentemente que não se deve armar um “dormitório” com tantas outras pessoas e atividades disputando o pequeno e precioso espaço. Convenhamos que um monte de barracas armada neste espaço também não é o tipo de cenário que encanta na paisagem.
Infelizmente pessoas desavisadas além de montar a barraca neste espaço, ainda cavam valas ao redor, retirando a pouca vegetação que plantamos e recuperamos as duras penas ao longo dos anos.
A maioria das unidades de conservação possuem locais apropriados e permitidos para acampamentos. No do Morro do Cal e Morro da Palha, a área de Camping conta com banheiros, chuveiros, laguinho, trilhas e lanchonete em sua base.
Falamos da questão das barracas não serem permitidas nestes cumes de montanhas, especialmente as valas que são realizadas em torno que degradam o solo, entretanto a moto, a bike, e outros tipos de veículos ocasionem o mesmo processo.
motocross morro da palha
Foto ilustrativa. Motocross Morro da Palha, Campo Magro.
No Morro do Cal é proibido a circulação de qualquer veículo que não seja o trator da propriedade, na estrada de acesso para o cume, já no Morro da Palha o acesso dos veículos é proibido apenas na área do cume. O solo é arenoso, rochoso e cada vez que a moto/bike patina por ali ocasiona novas valas ou aprofunda as existentes, e claro, quando a chuva chega provoca erosões em menor ou maior grau exatamente no caminho criado pelas barracas, motos ou bikes. Lembre-se: são APP’s por razões claras, e regras como estas visam entre outros objetivos, proteger o solo, é nosso dever contribuir.

VAMOS BATER NA TECLA DO LIXO

Sacolas de lixos penduradas em árvores, lixos transbordantes em latões, isto não é destinar corretamente o lixo que produz. Nas trilhas, montanhas e morros não existe caminhão de lixo, muito menos gari. É responsabilidade de cada aventureiro (a) levar a sujeira que produz para casa e descartar corretamente.
Leve sempre com você um saco plástico para acondicionar o seu lixo.
Deixar para trás latas, plásticos, tampinhas e outros tipos de lixo, inclusive deixar o saco de lixo na natureza ou em um latão transbordante não é o caminho correto. Polui e pode causar incidentes com animais curiosos e ocasionar a morte da criaturinha.
Traga todo o seu lixo de volta com você 
Não deixe sua sacola com lixo no local, nem enterre o seu lixo. Esta ação polui o lençol freático, podendo até mesmo atingir uma nascente ou córrego.
Não jogue absolutamente nada na natureza, nem restos de comidas.
Nem todo resto de comida é adubo. Restos de comida em zonas rurais atraem ratos, que por sua vez atraem cobras, que picam as vacas, carneiros, cavalos e que podem picar você e sua família. Além de atrair pragas no cultivo de algumas culturas. Em áreas de preservação ambiental, restos de comida impactam no equilíbrio, modificando o comportamento de determinadas espécies.
Vamos aproveitar para falar da sustentabilidade do cotidiano: repense o seu consumo. O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico, podemos mudar a realidade apenas se repensarmos o que consumimos.

REGRAMENTOS IMPORTANTES DOS LOCAIS DE VOO LIVRE

Mantenha as porteiras, cancelas e cercas fechadas! 
Na maioria das vezes utilizamos propriedades particulares que permitiram o uso de sua terra para fins esportivos. A convivência pacífica permite que esta parceria perdure por muitos anos. Portanto, tendo encontrado uma porteira fechada, mantenha-a fechada. Uma porteira esquecida aberta possibilita a fuga de animais, podendo ocasionar um acidente de trânsito, a destruição de plantações, além é claro da perda financeira.
Não cause danos em cercas, arames, porteiras e outros bens da propriedade alheia.Caso tenha causado um dano, seja responsável por ele, financeiramente e moralmente.
Não invada áreas particulares: O sítio e o entorno do Morro do Cal são áreas particulares, sendo o acesso permitido após a avaliação e autorização dos proprietários. Não invada as propriedades particulares de maneira a manter uma relação de respeito, privacidade e harmonia com o ambiente e comunidade.
Não utilize estradas internas sem permissão, são particulares e por questões de preservação, segurança e manutenção não é permitido a subida para o cume com carros e nem a prática de motocross.
Estacionamento Sítio Morro do Cal: Mantenha os carros no local destinado para estacionamento, não sendo permitidos zerinhos, passeios pelo gramado de pouso, plantação e outros, muito menos som alto. Tenha atenção na aproximação dos parapentes, mantendo a velocidade baixa.
Obs: Durante os treinos no Aras Rio Verde, não deixe o carro bloqueando o acesso da estrada, estacione de forma a deixar espaço o suficiente para que outros carros e tratores do Aras circulem, mas também não danifique plantação para estacionar o carro.
Não circule pelas casas residenciais, e claro, muito menos entre nas casas, isso é invasão.

CUIDE DAS CRIANÇAS E DOS PETS

Foto Danuza Bueno
Mantenha as crianças em áreas seguras (bosque, margens do gramado de pouso, parquinho e lanchonete) evitando o gramado da área de pouso de parapente com o risco da criança correr na frente de um parapente que esta em procedimento final de pouso e ambos machucarem-se gravemente. Tenha em mente que o piloto de parapente quase nada poderá fazer para evitar esta colisão e se tentar o risco de machucar-se seriamente é considerável.
Recomendamos que expliquem para as crianças sobre esse risco ao mesmo tempo que zelam para que não aconteça, uma vez que é muito comum a criança atravessar o gramado correndo para ir ao encontro do pai ou da mãe que estão pousando e não observar o tráfego aéreo.
O mesmo vale para o espaço de decolagem e com cuidado redobrado, uma vez que estamos no cume de um morro ou montanha, um precipício, abismo.
Não permita suas crianças soltarem pipas nas áreas de voo. Essa atividade pode ocasionar um incidente ou acidente com o piloto, inclusive fatal.
OS PETS
Não alimente os animais sem o aval dos responsáveis!
No Morro do Cal seu animal de estimação é bem vindo, sendo necessário seguir as normativas abaixo para uma coexistência com respeito e harmoniosa.
  • Cuide do seu animalzinho na área de pouso: Esteja atento por onde ele anda e corre, mantendo a atenção na aproximação dos parapentes uma vez que se o cão invadir a linha final do pouso ele poderá se ferir e o piloto também.
  • Recolha os dejetos do seu bichinho! Crianças e pilotos utilizam o gramado e seria um desastre um piloto escorregar nas fezes de seu animalzinho no momento do pouso, assim como as crianças que brincam e deitam na grama.
  • O animal não deve oferecer riscos à segurança, ou seja se for bravo use equipamento de proteção, “focinheira” no animal, independentemente do tamanho, além de manter ele na guia, sendo medidas de segurança para os frequentadores do clube e para evitar confronto com os outros animais e até mesmo com as crianças.
  • As raças com tendências ao comportamento intempestivo  (Rottweilers, Fila Brasileiro, PitBull, Doberman, Bull Terrier, Dog Argentino, American Sraffordshire Terrier, Tosa Inu, Sharpei, Chow Chow e outros) devem estar sempre acompanhadas por seus donos e nas guias afim de evitar impresvistos. Os cães docéis e que estão acostumados a conviverem soltos, com crianças e outros animais não são obrigados a utilizar guias e focinheiras, sendo o dono o responsável por qualquer imprevisto.
  • Todo o animal deverá encontrar-se em perfeito estado de sanidade e imunidade, compreendendo estar livre de infecções e doenças contagiosas de quaisquer natureza e com as vacinas em dia. Todo esse cuidado é para não contaminar os outros animais da fazenda e bichos de estimação.
  • Caso seu cão esteja latindo de maneira exagerada e continua por um longo período procure acalmar seu amiguinho para que ele não gere irritação.

OUTRAS RECOMENDAÇÕES

Esquilo no Morro do Cal, Campo Largo. Foto Nicolle Muraro
Não retire frutas, plantas, pedras e etc sem necessidade.Seja consciente, retire das árvores apenas o que for consumir na hora, sem desperdícios. Assim, além de você, outros aventureiros poderão desfrutar, e o mais importante, não retiramos desnecessariamente o alimento das diversas espécies da fauna da região.
Não abra novas trilhas
Circule apenas nas trilhas já existentes de maneira a ocasionar o mínimo de impacto na natureza.

Para finalizar, transcrevo um trecho do livro Walden, A vida nos Bosques, de Henry David Thoreau.

“Fui para a mata porque queria viver deliberadamente, enfrentar apenas os fatos essenciais da vida e ver se não poderia aprender o que ela a tinha a ensinar, em vez de, vindo a morrer, descobrir que não tinha vivido. Não queria viver o que não era vida, tão caro é viver, e tampouco queria praticar a resignação, a menos que fosse absolutamente necessário. Queria viver profundamente e sugar da vida até a medula, viver com tanto vigor e de forma tão espartana que eliminasse tudo o que não fosse vida. Artigo sobre A Vida Nos Bosques.”

Por Nicolle Muraro de Araújo
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Região Angra Doce

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Local: Estância Pedra do Índio, em Ribeirão Claro, região denominada de Angra Doce, norte paranaense. A frente a Represa de Chavantes.
Estância Pedra do Índio, Ribeirão Claro, Região Angra Doce, Norte do estado do Paraná. O local possui uma forte estrutura turística eco esportiva. A frente a Represa de Chavantes. Pilotos Vento Norte voando de parapente em mais uma viagem inesquecível.

Norte do Paraná

E lá fui, como se não houvesse mais nada para fazer da vida a não ser pesquisar no pai dos burros, o google, o que significa a palavra angra, além de ser o nome de uma das bandas de heavy metal brasileira, e claro, também um município dos afortunados cariocas, e não é deste que quero falar aqui, mas sim da região do norte pioneiro paranaense, chamada de Região Angra Doce.

Você sabe o que é Angra? Bem, eu não sabia. Nas raízes da mitologia tupi-guarani, é a Deusa do fogo, dócil e amável, porém quando zangada, uma explosão. Já na geografia é mais frequente ser utilizada para as regiões de enseadas ou baías de ampla abertura junto as encostas elevadas, o que faz total sentido que os municípios paranaenses de Ribeirão Claro, Carlópolis, Siqueira Campos, e mais um par de cidades do Meu Paraná e de São Paulo, agraciadas pelo Rio Paranapanema, rio paulista de nascimento, e considerado o mais limpo saído de Sampa, recebem a denominação de REGIÃO ANGRA DOCE.

Ribeirão Claro, Região Angra Doce, Norte do Paraná
Estância Pedra do Índio. Pilotos Vento Norte em uma viagem memorável por Ribeirão Claro.

A Paisagem de Ribeirão Claro

Ao longo do percurso do rio usinas hidrelétricas foram construídas e grandes lagos se formaram, as represas, e tornaram-se verdadeiros cartões postais, com potencial para um notável polo turístico do estado paranaense em termos de aventura, esportes, turismo rural, e por quê não de descanso?

Represa de Chavantes, em Ribeirão Claro
Margens da represa de Chavantes, ao longe o Morro do Gavião. Uma trilha tranquila e uma vista estupenda.

Pontos turísticos Angra Doce

Ilhotas, encostas, cachoeiras, termas, e morros proporcionam um farto menu outdoor. Canoagem, trekking, rafting, caiaque, trilhas, tiro-lesa, pesca, passeios náuticos são algumas das atividades. O nosso esporte não fica de fora do cardápio. O parapente é super consolidado na região Estância Pedra do Índio, a estrutura é uma das melhores que já desfrutamos ao longo dos anos, pode-se inclusive acampar no espaço próximo a decolagem. A estância conta com um restaurante mirante. Enquanto voamos, os familiares e amigos contemplam nosso deslizar nos ares bem acomodados no espaço.

Informações da rampa de voo livre de Ribeirão Claro pode ser conferida no Guia 4 Ventos.

Por falar em parapente, você não precisa ir até o norte do Paraná para vivenciar a aventura aérea de voar livre, caso more em Curitiba e região metropolitana. As aulas do nosso curso ocorrem em Curitiba, no momento COVID a teoria on-line, e as aulas práticas no Morro do Cal, e em Campo Largo.

Voltando para o voo livre em Ribeirão Claro

O vídeo mostra um pouquinho do que é a Região, tanto em paisagem quanto em aventuras. Encante-se!

As aventuras atraíram o Richard Rasmussen, confere:

Não foi só o Richard que se rendeu para as belezas naturais de Angra Doce, mas o PLUG,  programa da RPC, afiliada a Rede Globo, também esteve por lá e o resultado foi um par de reportagens: http://g1.globo.com/pr/parana/videos/t/todos-os-videos/v/ribeirao-claro-parte-1/6452239/

A hotelaria é farta, desde campings, pousadas e hotéis, à aluguel de ilhotas particulares, como a Ilha 51, e hospedagens pesos pesados como o Tayayá Aqua Resort.

Depois de 3 videos robustos, sendo que 2 ainda contém parte 2 e 3, sobra pouco para escrever, a não ser: Conheça! Vá! Você sentirá que Pablo Neruda tinha razão quando escreveu:

“A terra me propõe, me dispõe e me embarga.”

Voo Livre em Ribeirão Claro
Jogos de Aventura e Natureza. Região Angra Doce

Importante: Verificar as restrições e orientações emitidas pelos Municípios, locais, atrações para o combate da pandemia COVID-19, tendo em vista que impõem normas a circulação de pessoas e de determinadas atividades, e que são sazonais conforme a necessidade e bandeiras de alerta de cada local.

As imagens utilizadas no blog são:

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Um mergulho no Deserto do Atacama

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Deserto do Atacama
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Sob o céu do Atacama.

Imperdível leitura! Não deixe de ler, basta clicar!

Outras informações sobre a Expedição do Atacama:

Sobre a Expedição Deserto do Atacama

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Artigo Atacama

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Sobre a expedição Vento Norte Deserto do Atacama.

 

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Sobre a proposta da Trip Atacama Vento Norte

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Atenção

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Boa Leitura!


Datas e Custos Expedição Atacama

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igreja isluga
Igreja do Parque Nacional de Isluga

Atenção

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Outras informações sobre a Expedição do Atacama:

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