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Relato e fotos Ana Paula Elias – Deserto do Atacama

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Não sei por onde começar e nem por onde terminar, apenas sei que existe sentimentos e emoções que não podem ser traduzidos, pois são tão imensos quanto o deserto ou infinito do céu e mar.

Nunca imaginei que o esplendoroso deserto ia me transformar, tocar, marcando minha alma e meu coração.

Durante esses doze dias descobri o prazer de acordar sonhando e permanecer voando o dia inteiro mesmo com os pés no chão.

Descobri que o deserto pode ser quente e frio ao mesmo tempo, que o infinito das estrelas pode ser apenas um marco para imensidão dos sonhos.

Que amizade, carinho e amor são retratados em pequenos gestos, que literalmente a união faz a força. Que no fim do dia o sentimento que basta e a gratidão e paz.

Nada que eu fale ou diga vai expressar o que senti e sinto ao relembrar dessa viagem, só tenho a dizer obrigada a todos e por tudo!

Considerações: Devido a intensidade de todos os momentos vividos durante a Expedição Vento Norte foi necessário dividir as publicações e fotos, sendo uma para cada aventureiro participante com abordagem especifica nos voos e uma sobre o que vimos durante nossa estadia em Iquique.

Confira: Deserto do Atacama

Saia para voar reuniu 6 mulheres em um bate papo

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Em tempos que todos debatem o que nos divide e separa, é urgente falar sobre o que nos uni. É urgente “virar o disco” e agregar conhecimentos.

No bate papo feminino sobre o voo livre, a mulherada escolheu debater união, diversão, autoconfiança, segurança e o sonho de voar. Não foi um programa estilo saia justa, mas sim um saia para voar, em todos os sentidos.

Sonhos existem para serem realizados, revistos, modelados e assim que se realiza um sonho criamos outro para que enriqueça nossa existência. É essa motivação que a Maria, de Poços de Caldas, aborda para o voo livre.

Marcinha, de TO, inspiradora feminina do mundo das acrobacias, incentiva a segurança. Fala sobre como lidar com as emoções, incentiva a leitura, o treinar, o preparar-se para lidar com situações apimentadas, como ferramentas para minimizar os riscos.

Autoconfiança é a palavra escolhida por Betânia, de BH. Questões como: Eu estou preparado(a)? Eu treinei o suficiente?  Eu estudei? Um debate que impulsionou o mergulhar sobre sentimentos como o medo, sobre como se avalia os riscos e os perigos.

Diversão foi a palavra de Elisa, do RJ, campeã brasileira de parapente. O voo livre vem enriquecer a existência, não apenas como uma válvula de escape das rotinas da carreira, família e compromissos, mas principalmente vem agregar experiências felizes, afinal de contas de que vale a vida sem a diversão e leveza?

Inahiá, de Sampa, com 25 anos de vivência no esporte, a Pri Saran, mineira e fundadora do Saia para Voar e a nossa Vento Nortenha, Raquel Canale, do Hike’n Fly escolheram a palavra união. É muito mais divertido, seguro, confiante e produtivo voarmos todos juntos, assim estreitamos os laços, trocamos experiências, aprendemos, ensinamos e compartilhamos histórias. Já cantou Raulzito: “Um sonho que se sonha só, é só um sonho. Um sonho que se sonha junto é realidade.”

Confira o bate-papo abaixo!

Informação:

A imagem que abre este artigo é a logo da quinta ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável), das Nações Unidas, e tem como objetivo geral 5: Alcançar igualdade de gênero e empoderar as mulheres e meninas.

Os objetivos específicos são:

5.1 Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte

5.2 Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos

5.3 Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas

5.4 Reconhecer e valorizar o trabalho de assistência e doméstico não remunerado, por meio da disponibilização de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção social, bem como a promoção da responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família, conforme os contextos nacionais

5.5 Garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública

5.6 Assegurar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos, como acordado em conformidade com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento e com a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos resultantes de suas conferências de revisão

5.a Realizar reformas para dar às mulheres direitos iguais aos recursos econômicos, bem como o acesso a propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade, serviços financeiros, herança e os recursos naturais, de acordo com as leis nacionais

5.b Aumentar o uso de tecnologias de base, em particular as tecnologias de informação e comunicação, para promover o empoderamento das mulheres

5.c Adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis

Confira os detalhes da ODS -5 aqui.

 

Entrevista Raquel Canale

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Para abrir a entrevista nada melhor que as filmagens da Raquel Canale sobrevoando as mágicas montanhas, não é mesmo?

Quem conhece essa mulher sabe disto! Tem 31 anos, é consultora ambiental e ingressou no curso da Vento Norte em setembro de 2014. Nascida na cidadezinha do interior do Paraná, Palotina, veio para a capital paranaense ao 18 anos, em busca de algo que não sabia bem ao certo o que seria, mas que com certeza viraria a razão dos seus sonhos, não apenas para criar uma história, mas sim a filosofia de sua vida. 

Meio perdida na cidade grande e sem muitos amigos, entre trancos e barrancos, estudos, trabalho, independência, educação financeira, responsabilidades e cobranças, tudo isso acabou deixando um pouco de lado a menina alegre, que tinha sonhos de crescer e de conquistar o mundo. Ela pensou: “Mas espera aí, alguma coisa está errada…está faltando algo, não foi para isso que vim pra cá.”  E foi quando seu primo à convidou para subir um morro na Serra da Mar, o morro do Canal que encontrou uma das coisas que estava procurando para a sua vida.  “Caramba, que legal… parecia tão bobo, mas para quem veio de onde se quer tinha um barranco, foi uma superação. Lembro de quando criança, nas viagens de férias, ficar olhando aquelas montanhas, que pareciam gigantes, cheias de árvores em formato de brócolis, e agora eu estava “conquistando” uma, era simplesmente fantástico. Agora sim, aquele sentimento que estava escondido lá no fundo, estava renascendo de novo. A partir daí, não parei mais.”

A primeira montanha de verdade, e não morro, foi a Torre da Prata, subida mais pesada e exigente, em torno de 1500 mts de desnível, com uma cargueira na costa, e o sorriso no rosto…era isso que faltava. Dali estava brotando a primeira paixão.

Depois vieram várias montanhas da Serra do Ibitiraquire, Serra do Marumbi, Serra da Mantiqueira, que para minha foi a travessia mais bela que fiz até hoje, entre outras montanhas que não cabe aqui listar. Além de trekking pelas montanhas a fora, também descobri a escalada em rocha, outra modalidade de montanhismo que se exige muita garra, dedicação, cabeça e paixão. Também já me arrisquei em algumas Alta Montanha, como o Licancabur, Juriques e Chacaltaya entre Bolívia e Chile e algumas no Cordón del Plata na Argentina. Como podem ver, realmente foi uma paixão ao primeiro trekking. rsrs

Pois bem, entre uma montanha e outra, paisagens de tirar o fôlego, se constrói além de grandes histórias, grandes amizades, algumas passageira, outras que perduram até hoje.

Em que momento decidiu praticar o voo livre e como ele entrou em sua vida?

Numa dessas histórias de amizade, surgiu o voo livre. Mas foi lá do alto da montanha, pra ser mais precisa do Morro Araçatuba, naquele momento de paz e silêncio que só a natureza pode nos dar, que pude ouvir aquele assobio do vento passando pelo perfil daquele velame, um som tão agradável aos ouvidos, mas uma imagem muito mais agradável aos olhos. Um lift tranquilo e suave de pôr do sol me despertava uma nova paixão. Aqui começa minha trajetória no Voo Livre.

O medo faz parte de nossas vidas, às vezes como aliado e às vezes como inimigo, como você aprendeu a equilibrar esse importante sentimento?

Para mim o medo sempre serviu como aliado. Desde a escalada ele me acompanha. Muitas vezes, me aterrorizava ao chegar no “Crux” de uma via (parte mais difícil) e não ser capaz de vencê-lá. Digo sem vergonha, que já cheguei a chorar no meio daquela parede, travada sem coragem de continuar e nem voltar. Mas assim como na vida, como lá nos meus 18 anos, aprendi a encarar, superar e usar o medo como meu aliado. Ele nos ensina que na vida sempre terão dificuldades, mas que sem elas, nada teria graça, nada teria valor. Para mim, o maior prazer da vida, é você poder olhar aquele “Crux” e se orgulhar de ter tido a coragem suficiente para enfrentá-lo e superá-lo. Assim, levo para o voo livre. Todas às vezes que piso na rampa, sem exceção, me vem aquele frio na barriga, aquela insegurança do incerto que nos aguarda, do que a mãe natureza está preparando para nós, da inexperiência. Aquele frio na barriga que impulsiona, que alimenta e dá coragem, mas que ao mesmo tempo ti segura, freia e faz você dar um passo para trás. Nem sempre temos o controle de tudo sobre as mãos, e esse medo serve justamente para pôr seus pés no chão no momento em que gostaria de estar no ar.  Esse é o equilíbrio…razão, medo e emoção caminhando juntos, cada um na sua medida, na dose certa para decolar e pousar com segurança, pois o resto, o resto é o suprassumo do voo, é a cereja do bolo!

Como você descreveria o que o voo significa em sua vida?

Mais que um esporte, mais que uma opção, mais que um hobby. Para muitos que não vivem o voo, e estiverem lendo isso, pode parecer piegas, mas para mim o voo virou aquela filosofia de vida que buscava e que comentei lá no início. Não simplesmente pelo fato de voar, mas sim pelo o que o voo pode proporcionar a sua vida. Construí no voo mais que uma história, uma família. Amigos que hoje me dão o imenso prazer de suas companhias, que quando mesmo num dia nublado e chuvoso, eles estão lá, nem que seja só para dar umas risadas e jogar um papo fora. Esses amigos, essa união, não encontrei nem mesmo no montanhismo, e por isso tenho orgulho de falar que os considero como minha segunda família. Junto com todas essas história que o voo vem me ajudando a construir, também conheci o maior parceiro da minha vida. Mais que um companheiro, mas um compartilhador dos mesmos sonhos, dos mesmos ideais, da mesma filosofia de vida, alguém que me apoia, me impulsiona e me incentiva. E graças ao voo, hoje posso dizer que entre alegrias e dificuldades, que estamos construindo uma história juntos.

Pode considerar que o voo livre mudou sua maneira de encarar algumas situações, sejam elas profissionais, espirituais, sociais e outros, ou que mudou sua vida?

Não diria que mudou, mas não apenas o Voo Livre, e muito também do Montanhismo, desabrochou e fortaleceu aquele algo a mais que procurava dentro de mim, e que ainda continuo a desvendar. Afinal, tenho muito a construir e aprender ainda.

Dos lugares que voou, conta um pouquinho para nós a sua história e as rampas:

O melhor voo: Não diria o melhor voo, mas talvez um voo que vai para meu caderninho de histórias. Pois bem, depois de me recuperar de um acidente no pouso, em um treino solo, que me rendeu a T12 fraturada, voltei ao voo com mais garra e vontade de me superar a cada dia mais. Como minha primeira paixão foi o montanhismo, nada melhor que vincular montanha e voo, para mim, o melhor dos estilos, o Hike’n Fly, subir andando e descer voando. Então num belo dia eu, meu namorado e mais dois amigos resolvemos subir a Pedra da Mina, a quarta montanha mais alta do Brasil, com 2798 metros de altitude, que fica na Serra da Mantiqueira. Começamos a empreitada na sexta-feira pela manhã no aeroporto de Ctba até SP, onde encontramos nossos amigos, e seguimos de carro até Passa Quatro – MG, dando início a trilha a meia noite daquela sexta-feira. Paramos para um cochilo no meio da trilha e chegamos ao cume por volta das 11:00 hs da manhã. Para nossa decepção, o vento que era previsto na casa dos 8km estava em torno de 80km. Sentamos e esperamos, o vento deu “uma baixada”, mas não o suficiente para que nos levasse em segurança até o pouso. Ok, então vamos descer. Isso não estava previsto. Já muito cansados, temperatura caindo, com pouca água e alimento, era o que nos restava. Chegamos a base da fazenda as 23 horas do sábado. Procuramos um hotel, e ali despejamos nossos corpos exaustos. Dia seguinte, tristes por não ter rolado o Fly, mas felizes pelo Hike que sempre nos proporciona exuberantes paisagens, resolvemos tentar um voo em alguma rampa local. Afinal, só voa quem está na rampa, rsrs. Dessa vez o destino foi uma fazenda particular em São Lourenço. Conseguimos contato com os pilotos locais, e partiu fazer o que viemos fazer, voar. Depois de 5 meses sem voar, consegui enroscar naquelas térmicas salão deliciosas, botar base, entubar e pousar do outro lado da cordilheira num pequeno aeroporto local (com consentimento dos pilotos locais). Para mim considero como um dos melhores voos por toda sua trajetória, desde a jornada lá de Ctba, ao ataque a Pedra da Mina e ao meu retorno ao voo, que para mim, com glória. P.S. Espero um dia poder concretizar esse voo.

A melhor paisagem: Tenho orgulho em dizer que nosso quintal, nossa Serra do Mar é uma das mais belas do nosso País, ainda mais quando vista de cima. No dia 21 de novembro de 2016 tive a honra de fazer uma das travessia mais lindas, no melhor dos estilos de voo, o Hike’n Fly. Travessia morro Anhangava, Quatro Barras, a Morretes, região litorânea do Paraná. Confira esse voo aqui. Essa travessia permite você contemplar nossa bela Serra da Baitaca e Serra do Marumbi, o que para um montanhista, é uma proeza impressionante, sem igual. Melhor que isso, ainda ganhei o mérito de ser a primeira mulher a realizar tal faça. Não digo mérito apenas pelo voo, mas todo o conjunto de subir a montanha com o parapentes nas costas, se agarrar naquela única térmica que ti levaria a base, e depois a 20 km dali, do outro lado da Serra do Mar.

A Relax: Um voo invernal de congelar os dedos, na montanha onde nasceu minha vontade de voar. Morro Araçatuba. Um voo liso e tranquilo como uma brisa gelada que bate no seu rosto. Um sonho idealizado e realizado. Uma sensação de tranquilidade e dever cumprido.  

A mais arriscada: Um feriado de 7 de setembro de 2017 com condições fortíssimas na Ilha do Ar, em Sto Antônio da Alegria. Lugar mágico, que merece com certeza, uma segunda, terceira, quarta barca, mas que naquela data, me fez querer pousar.

A sua favorita: Todas, cada uma com suas peculiaridades, com seus desafios, ensinamentos e aprendizagens. Mas tenho Andradas, como uma das favoritas, tenho um carinho especial pela rampa do Pico do Gavião. Foi lá que fiz minha primeira tirada sozinha, minha iniciação e gosto pela modalidade Cross Country.  

A melhor viagem: Cada barca, é uma viagem incrível, mas tenhos duas em particular que mais gostei, a Trip de Carnaval pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com base principal em Sapiranga e a Trip para Andradas. Foram dias incríveis, com pessoas incriveis, voos incriveis. Inesquecível.

O que você considera ser a maior dificuldade no voo?

Lidar com os medos, e anseios, mas principalmente entender a característica de cada rampa, seu microclima, sua condição peculiar, enfim, conseguir “ler” e ver o que não é perceptível aos olhos. Muitas vezes fico observando os pilotos mais experientes, e fico fascinada de como alguns deles têm essa percepção mais aguçada. Espero um dia conseguir ter esse feeling.

Deixaria alguma orientação para pilotos a fim de aumentar a segurança em voo?

Diria que o maior aliado nesse nosso esporte, é a cabeça, é ela que vai ti dar discernimento do certo e o errado, do que fazer ou deixar de fazer. Por isso esteja sempre de bem com você mesmo, respeite seu tempo, estude muito,treine, saiba ouvir e equilibrar a emoção com a razão. Nunca esqueça que se hoje não deu voo, certamente amanhã dará.

Que dica você diria para aqueles que estão começando no voo livre ou que pretendem iniciar no esporte?

Pense duas vezes antes de iniciar, porque você vai entrar num mundo que não tem volta…é sério rsrs. Suas prioridades irão mudar, sua rotina nunca mais será a mesma, quando você menos perceber vai fazer economias que nunca imaginaria conseguir, para então comprar aquele equipamento dos sonhos. Você terá novos valores e vai querer viver em cada rampa um novo sonho e uma nova história. É simplesmente viciante.

Caso ainda resolva entrar nesse mundo, entre de cabeça, estude, treine e se dedique. Como diria meu grande amigo e instrutor “quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”. Depois, é só viver e curtir tudo de melhor que o voo pode nos proporcionar.

Uma das fotos favoritas da galera Vento Norte. Raquel Canale voando em Ribeirão Claro no ocultar do sol e vinda do luar.

E por fim, ainda vivemos em um mundo que a mulher sofre repressão, violência, abusos, assédios, preconceitos, desigualdades e tantas outras mazelas mundiais que limitam o caminhada da mulher no mais simples do cotidiano ao mais complexo da jornada. O que você diria para essas mulheres alçarem seus voos rumo ao empoderamento, autonomia e justiça?

Acredito que muitas das mulheres que decidiram entrar no Voo Livre já são donas de muitas conquistas. Graças a Deus até hoje não sofri nenhum preconceito ou desigualdade, não diretamente pelo menos, pelo contrário, sempre tive muito incentivo, apoio e elogios, o que faz minha determinação em continuar alcançando meus objetivos, só aumentar. Mas de qualquer forma, diria para qualquer outra mulher não se intimidar pelo conceito “sexo frágil”, pois creio que muitas de nós já mostramos para que viemos, que temos uma força e determinação inimaginável, capaz de nos levar onde queremos. Nos dias de hoje, injustiça e violência está para todos, cada ação individual afeta todos os seres do planeta de certa forma, o que nos cabe, é agir de forma honesta e honrosa, só assim pode se alcançar o respeito e a igualdade, independente do sexo, classe ou religião.

Se quiser deixar um depoimento para a Vento Norte, pilotos e alunos sinta-se à vontade!

A Vento Norte Paraglider só tenho a agradecer. Em especial ao instrutor, amigo e orientador Marcio Lichtnow que sempre teve a paciência e dedicação em contribuir com todo seu ensinamento. Graças a essa, diria Família, hoje posso desfrutar dos melhores momentos da minha vida. Com certeza, a Vento Norte ensina você aproveitar muito mais seu presente e inspirar o seu futuro. A essa família, meus sinceros agradecimento e carinho.

Raquel agradecemos todo carinho, respeito e amizade. Gratos por ter nos escolhido como escola e família. Que lindos voos em terra, céu e mar te acompanhem nas trilhas da vida! Que sua estrela continue a brilhar e que muitas aventuras, conquistas e sucesso façam parte da trajetória de vocês casal!

A trilha sonora escolhida pela Raquel é Led Zeppelin – Stairway To Heaven, nossa dica é que você confira os canais da Raquel no You Tube e também o instagram.

Dicas com Marcos Meier

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VOAR DEPOIS DOS 50 ANOS

Sempre tive vontade de ter um hobbie que me tirasse do computador, dos livros e dos compromissos profissionais e me levasse ao encontro da natureza de forma intensa, emocionante. Então, aos 52 anos decidi aprender a voar de parapente. No início tive medo, achei que o risco era grande demais, mas logo compreendi que a segurança vem de um curso sério, das orientações de um profissional autorizado pela Associação Brasileira de Parapente e da minha própria decisão de não ultrapassar os limites de segurança. Foi aí que me inscrevi na Escola de Parapente Vento Norte e passei a ter aulas teóricas e práticas. Logo comecei a dar pequenos voos e entender melhor o que significa voar: ver o mundo de outro ângulo, vento na cara, cheiro de mato, amar a natureza e saber respeitá-la e fazer amigos que gostam das mesmas coisas. Nesse tempo de aluno, aprendi algumas coisas que quero compartilhar para os que querem iniciar no esporte:

Leve a sério desde o início.

Jamais aceite ter aulas com aquele “amigo que sabe das coisas e voa há um tempão”. Ele não é professor. Não está autorizado. Sua vida pode estar nas mãos da empolgação e não da segurança.

Matricule-se num curso autorizado com professor credenciado pela Associação Brasileira de Parapente – ABP.

Consulte o site da ABP  e verifique a empresa e o nome do instrutor. Se não estiver lá, caia fora.

Siga e respeite seu ritmo.

Tem alunos que na primeira aula prática já conseguem fazer mini voos, tiram o pé do chão treinando no “morrote” que é um descidão de grama. Outros já precisam de mais tempo, mais treinos. E não há nenhum problema em aprender devagar, pois o autoconhecimento nos livra de ousar quando não podemos ainda. Esses treinos no morrote são para sempre, pois é ali que a gente “pega o jeitão da vela” e aprende a dar os comandos na medida certa.

Quer voar? Treine antes! (clique aqui para mais detalhes sobre os treinos).

É uma delícia, pois corre-se morro abaixo e depois tem que subir. Nada pesado, mas é uma academia ao ar livre.

Voar de parapente é um esporte muito interessante, pois quebra alguns paradigmas: quanto mais velho você fica, mais experiente, melhor serão seus voos.

Ou seja, com o passar do tempo a gente fica mais bem preparado, diferentemente de outros esportes que exigem demais da nossa condição física. Por exemplo, eu jogava basquete, mas com minha idade não consigo mais competir com a molecada, pois não tenho a mesma preparação física, apesar da minha pontaria na cesta ter melhorado. Com o parapente é diferente, quanto mais o tempo passa, mais experiente eu fico e melhor serão minhas decisões no ar.

Aprendi a respeitar mais a natureza e a observá-la como nunca fiz.

Vento, umidade, horários ideais para voar, formação de nuvens, aproximação de frentes frias e já faço minhas “previsões de tempo” para o dia. Existem formações de nuvens (que o aluno vai aprender na teoria e na observação) que convidam para voar, enquanto outras (as famosas cúmulo-nimbus) que proíbem os voos. Assim, quem decide se é ou não possível voar é a natureza. E não podemos “discutir” com ela, pois precisamos respeitá-la e ouvir o que ela diz. Quando voar não é a decisão correta, ficamos batendo papo e trocando histórias de situações engraçadas que ocorrem com todo piloto. Ou seja, não voar é uma oportunidade para melhorar laços de amizade.

Solidariedade na prática.

Parapente é um esporte em que aprendemos desde o início a receber ajuda dos pilotos mais experientes e também a ajudar quem precisa. Por exemplo, para dobrar a vela (como chamamos o tecido do parapente) nada melhor que um amigo para ajudar. Por isso, ofereça sempre e aprenda a aceitar ajuda. As decolagens são sempre mais rápidas e mais seguras quando temos ajuda de outros amigos, então, quando for nossa vez de ajudar, é isso que fazemos.

Para os que moram em Curitiba e região metropolitana, indico a escola Vento Norte e os treinos semanais ocorrem em Campo Largo na região do Rio Verde (um morro gramado que é um convite para correr e tirar os pés do chão por alguns metros) e nos fins de semana voamos no Morro do Cal cuja altura é de 270 metros, uma delícia!

A gente decola (de parapente a gente nunca “salta”, isso é para paraquedistas) e voamos por aproximadamente 3 minutos até a área de pouso que fica ao lado de uma lanchonete simples e aconchegante. Pousando, a gente corre pra galera contar como foi. Parece meio bobo, mas a gente vira criança no ar. A área de pouso é grande, segura e gramada. Nos fins de tarde o por do sol é um presente para quem estiver lá.

Depois do curso de aproximadamente três meses (variável dependente do aluno) em que usamos todo o equipamento da Vento Norte (parapente, selete – a “cadeirinha” que usamos acoplada à vela, o rádio, o capacete etc) a gente pode decidir se quer continuar no esporte e então programar-se para a compra do próprio equipamento: GPS, bússola, vela, selete, paraquedas de emergência etc. (E dá para comprar à prestação, ou seja, é possível!) Todo esse equipamento você encontra no loja e tem orientações para a melhor adequação conforme tamanho, peso e objetivos com o esporte. Tem gente que acaba comprando nos mercados de internet e depois logo se arrependem, pois o material não é o adequado para o perfil do piloto. E jamais compre nada sem a orientação do professor, pois é ele a pessoa mais indicada para que você não caia em armadilhas.

Antes de entrar de cabeça no esporte, venha fazer uma aula experimental.

Eu fui e não larguei mais !! Lembre-se que, como todo esporte, há os malucos e os que aprendem a curtir com segurança. Sempre faço uma comparação com motociclismo. Eu tenho moto e dirijo há anos. Mas não empino, não faço manobras voadoras, não extrapolo os limites de velocidade, não faço curvas “deitado”, não costuro entre os carros em velocidade, mas amo o vento, andar em estradinhas de terra, enfim, curtir a vida em velocidade sem arriscar minha vida. No parapente é a mesma coisa, você vai ver pilotos fazendo manobras incríveis e vai dizer “meu Deus, que louco” e vai perceber aqueles que se deliciam voando tranquilamente com a emoção de estar “nas nuvens” que já é mais que suficiente. Cada um decide o melhor caminho.

Outra opção para ter um contato inicial com o esporte é fazer um voo duplo, ou seja, você voa acoplado numa selete e o piloto noutra. É simplesmente emocionante estar há centenas de metros de altura com toda a segurança do instrutor de voo que sempre é um dos mais experientes pilotos. Ver as árvores e as estradinhas lá de cima é indescritível.

INSCRIÇÃO VOO DUPLO AQUI

Vale a pena.

Decidiu?

Seja bem vindo!

Sobre o autor do texto: Marcos Meier é psicólogo, professor de matemática, escritor e mestre em educação. Palestrante nacional e internacional a respeito de relacionamento interpessoal nas empresas, educação de filhos e formação de professores. Possui uma coluna semanal na RPC Tv, afiliada da Rede Globo no Paraná, na qual discorre sobre educação e comportamento. Sobre estes temas, é também comentarista de rádio há 12 anos e autor de mais de dez livros. Por sua contribuição à cidade, recebeu o título de cidadão honorário de Curitiba.

Agradecemos ao Marcos o privilégio de termos sido escolhidos entre algumas opções de escola e ainda termos tido a honra de construir uma amizade com tão estimado piloto!

Grupo no WhatsApp – Notícias dos Ares

No aplicativo do Whatsapp temos um grupo denominado “Notícias dos Ares”. Indicamos que entre no grupo caso pretenda fazer o curso ou se informar sobre.
Neste grupo apenas os administradores (nós) contamos o que esta rolando aqui na escola, como aulas práticas, expedições, festas, aulas teóricas, artigos esportivos, dicas variadas e outras coisitas que achamos legal. Ah, e é bom você saber que escrevemos muito pouco por lá, assim não atrapalhamos o cotidiano dos membros do grupo.

Para participar do grupo basta clicar aqui e será automaticamente direcionado para o grupo do “zap” Notícias dos Ares.

Artigos que podem te ajudar:

Quem gosta de voar?

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Uma pergunta simples, respostas complicadas. Andar a pé é uma imposição para seres terrestres, andar é ato compulsório.

Para a imensa maioria da humanidade (incluindo nossas mães) voar é coisa para os pássaros. Escolhemos voar ou não. (se fosse assim galinha voava, não é mesmo?)

Bilhões de pessoas tem medo. Bilhões de pessoas jamais olham o céu durante as suas vidas. Bilhões de pessoas não sabem o que é um pôr do sol. Bilhões de pessoas não sabem o que é brincar em cima das nuvens.

Hoje, bilhões de pessoas estão indo para as suas camas sem ter ideia e sem dar a mínima importância ao fato de que jamais voarão durante o resto das suas vidas.

Dizem eu tenho medo. Bilhões de pessoas repetem isto todos os dias para justificarem o sutil defeito que todos nós temos de não termos asas. Porém, bilhões de pessoas não tem medo de guerrear, falar mal dos outros, caluniar, praticar abortos, roubar, mentir, expor perigosamente o próprio corpo num carro em alta velocidade, matar, maltratar a família, abandonar os que estão sob sua proteção, fazer da sua vida uma tortura as pessoas que o rodeiam. São muito corajosos em terra, tem a suprema coragem de se arrastar na podridão da miséria humana, mas não ousam levantar os olhos para o céu.

Do que mesmo estas bilhões de pessoas tem medo?

Eu sei. 99,9999% da humanidade tem medo porque teme a leveza, teme a inconsistência do ar, teme o desapego, a amplidão, o estado de inocência das grandes altitudes.

Teme as visões infinitas proporcionadas pela linha do horizonte, teme o longe, as chuvas distantes, as terras esquecidas, teme os anjos que habitam as alturas.Teme-se o puro estado da alma em que nos lembramos com carinho até dos nossos desafetos. Teme-se a esmagadora amplidão que nos abraça como a insetos.

Diante desta esmagadora maioria, diante da humanidade estarrecida e da minha mãe declaro que gosto de voar. Gosto de estar lá em cima. Gosto de surfar nas nuvens. Gosto de encher meus olhos de azul. Gosto de dourar a minha barba com os últimos raios de sol poente.

Sei que meu gosto não é muito popular no planeta. Eles me acham louco. Mas que me importa se os pássaros me adoram?

Aqui no chão tenho que me defrontar com as bilhões de pessoas, dar explicações, tenho que me fazer de sério sem convencer, tenho que fingir que me interesso por assuntos sem nunca ter obtido sucesso.

É que eu tenho um defeito: Não tenho asas e adoro voar.

Eu poderia ser um infeliz por ser mutilado. Mas não sou. Isto porque eu dedico piamente as minhas horas terrestres na paciente espera. Realizo os trabalhos e me sacrifico nas rotinas para que um dia, por alguns minutos ou horas, eu possa estar no ar. Então é a glória. Nestes pequenos instantes de flutuação a minha vida tem sentido e justifica todas as angústias passadas na dura terra. Estes instantes, são como pingos de ouro brilhando intensamente, espalham luz sobre o meu presente e meu futuro.

Quando coloco novamente meus pés no chão, se alguém viesse com uma balança e medisse meu peso, veria surpreso o limite da leveza. É como se trouxesse um pouco daquilo que experimentei, uma emoção que poderia facilmente contar na língua musical dos Anjos, mas que se perde inexoravelmente na dos homens.

Quando eu me for para outros campos, tenho certeza que levarei poucas coisas e uma delas será a incrível vontade de voar.

Autoria do texto: Isaias Malta

 

Recomendações para sua aventura

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Saiba o que vestir, o que levar, quais são os cuidados para a sua aventura ser prazerosa, vale tanto para quem for realizar o voo duplo, quanto para quem ingressou no curso de parapente, ou simplesmente quer realizar um passeio pela natureza.

O que levar

  • Leve máquina fotográfica, além de você registrar os voos de parapente os locais de prática do esporte são sempre charmosos, que valem o registro.
  • Dinheiro para gastos de natureza pessoal, como alimentação.
  • Leve e use repelente, às vezes os indesejados mosquitos estão presentes.
“Em zonas rurais e de proteção ambiental é comum as máquinas de cartão de crédito/débito terem problema com sinal, assim como os celulares.”

 

O que vestir

  • O ideal é optar por roupas leves e que deixam o corpo transpirar, porém que sejam resistentes as aventuras, como por exemplos calças maleáveis resistentes a abrasão.
  • Leve um casaco e um anorak/corta vento. Se for voar, esse item é fundamental.
  • Se você pretende ingressar no esporte invista em roupas com proteção UV, Dry-Fit, uma protege e a outra proporciona conforto, uma vez que o dry faz o suor evaporar com eficiência e seca mais rápido mantendo a temperatura do corpo em equilíbrio.
  • Visite nossa loja virtual, as entregas para Curitiba podem ser realizadas pelo motoboy, assim como via sedex e pac.

O que calçar

  • Utilize tênis ou bota de trilha/caminhada, que proporcione estabilidade, que não escape do pé, que tenha aderência ao solo, segurança e proteção no tornozelo, esses requisitos permitem a corrida para a decolagem sem desastres e micos.
  • Apesar de vermos muitos voos sendo realizados descalços ou de chinelo, evitem! Tanto o chinelo e/ou tênis inapropriados podem levar você escorregar na decolagem e/ou pouso e até escapar do pé. Então se algo pode ser realizado com um risco menor, porque não fazê-lo?
  • Se quiser levar um chinelo para utilizar durante o dia é recomendado, uma vez que possivelmente você irá passará o dia conosco, mas lembre-se de trocar pelo calçado apropriado quando for voar.

Evite Desidratação/Insolação

Tenha em mente que você irá passar o dia em contato com a natureza e é necessário que proteja-se do sol com protetor solar, boné, chapéu, viseira, óculos, que mantenha-se hidratado. Todos esses cuidados além de evitar câncer de pele em razão da exposição constante aos raios uv, também evitam insolação/desidratação.

Evite enjoos no voo

Não são todas as pessoas que enjoam durante o voo, porém algumas sim, tanto pilotos de parapente quanto passageiros. Esse enjoo é causado pelas subidas e descidas que acontecem durante o voo somado a outros fatores de sensibilidade fisiológica ou medicamentos, como antibióticos ou anti-inflamatórios. Algumas dicas práticas podem acabar ou reduzir significativamente a náusea. São elas:

  • Alimentação: evite alimentos gordurosos, pesados e bebidas alcoólicas na noite anterior e antes do seu voo, mas não voe de estômago vazio. A regra é alimentos leves e muita água.
  • Medicamentos: Existem medicamentos de venda livre que controla a sensação da náusea e vômitos, que somente são eficientes se tomados com pelo menos uma hora de antecedência do voo. Consulte seu médico para saber se você não possui nenhuma restrição para ingerir tais medicamentos. Ao mesmo tempo que existe medicamentos que controlam o enjoo, existe os que acentuam o enjoo, você deverá se informar se não está sob o efeito do que acentua.

Informe-se

Atividades de risco exigem que você saiba escolher o caminho mais seguro para ingressar no esporte, em nosso site você encontra diversas informações úteis, quanto mais conhecimento adquirir mais prazerosa e segura se torna sua aventura e será um grande prazer esclarecer suas dúvidas a respeito do voo livre ou paramotor.

Saúde

Apesar do parapente não exigir rigorosamente preparo físico é importante ter em mente que praticar atividades físicas, alimentar-se bem, dormir bem, ir ao médico com regularidade e outros hábitos positivos são importantes para uma vida saudável, plena e com menos riscos. O ideal é que faça um check-up para iniciar no esporte conversando com seu médico a respeito para averiguar se não há nenhum impedimento como crises agudas de labirintite, desvios sérios e perigosos na coluna, osteoporose, problemas cardíacos etc. Nunca é tarde para começar a cuidar-se melhor e praticar qualquer atividade com tranquilidade.

Finalizando

O voo livre depende de fatores favoráveis para ser realizado com um risco menor. É possível que por questões de segurança o voo seja cancelado, nesse caso preserve o bom humor e curta cada momento desde a preparação, planejamento e realização.

Desafie a si mesmo, nunca a natureza;
Supere os seus limites;
Uma montanha não se vence, se conquista, assim como as amizades.
Se o tempo não estiver favorável, adie sua investida. Não se trata de desistir, pois a montanha nunca sairá de onde está, trata-se de usar a inteligência e bom discernimento, que fazem parte de um planejamento bem elaborado e possibilidade de sucesso.

 

Fascinante

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Nosso esporte é mesmo sensacional! Envolve nuanças que quem não o pratica jamais ousaria, sequer, sonhar. E é tão novo, não? Tudo nele ainda habita o campo do obscuro e do imponderável. Além de um esporte é também um estilo de vida, um hobbie, uma ciência e, para muitos, uma profissão.

E o que tem de mais interessante nele é a possibilidade de evoluir, de se aprimorar. Fazer o melhor voo, não aquele que supere os outros, mas que supere a si próprio, bater seus recordes pessoais, empregar uma tática recém aprendida que demonstra, na prática, ser correta. A recompensa é imediata: uma enroscada* redonda numa termal* cuja intensidade jamais havia sido experimentada. Um voo sobre uma rota nunca explorada. A permanência por um tempo nunca antes alcançado. Uma distância percorrida que não fora antes atingida. Uma altura inédita conquistada com glória e espanto.

Voa-se atrás de prazeres. Alguns preferem a velocidade, enquanto outros a permanência. Uns gostam de sacudidas, enquanto outros gostam da inércia. Uns gostam de provocar suas velas enquanto outros preferem acalmá-las. Uns gostam de ir rumo ao desconhecido, outros de ficar onde já desvendaram os mistérios.

Os motivos pelos quais voamos também são os mais variados, mas resumem nossos sonhos pessoais. Voa-se para escapar da crueldade que habita a terra. Para vê-la de uma perspectiva privilegiada. Para ter o que contar aos amigos. Para impressionar as mulheres. Para se conhecer melhor. Para viver em bando. Para disputar. Para vencer. Para acompanhar. Para compartilhar. Para crescer. E por aí vai…

Voo é como carteira de identidade! Pessoal e intransferível. Cabe a cada um de nós nos encontrarmos no meio desta imensidão de possibilidades e respeitar a escolha alheia de como voar, obviamente observando-se as normas de segurança. Quem quiser voar de Quantum* com selete deitada e microlinhas, que o faça, desde que consciente das implicações. Quem quiser voar de protótipo de competição com airbag e cruzilhão, que o faça.

Alguém já fez uma analogia entre voar e andar de carro, que me parece perfeita. Quem tem um carro esportivo sabe que vai ter problemas com buracos e estradas de terra, mas no asfalto lisinho de uma highway… Não se pilota uma Kombi pensando em média horária, do mesmo modo que ninguém senta no cockpit de um bólido pensando em conforto ou transporte de cargas. Voar é a mesma coisa. Escolha o equipamento que mais se adapta ao seu estilo. Voe-o com a configuração mais apropriada para a categoria. Mas procure evoluir sempre. Busque a perfeição, a tranquilidade. Mude o que estiver te incomodando, mesmo que tenha que voltar atrás. Eleja seus ídolos e os tenha como referência. Não os imite incontinentemente, mas os acompanhe e avalie seus progressos e novidades. Seja crítico ao optar por uma inovação. Como alguém já disse: Quem não sabe o que procura não entende o que encontra.

No mais, como ensina e assina o Sivuca? Tucha a mão e segura!

Texto de Lucas Machado

Sobre Lucas Machado: Médico. Voou de asa de novembro de 1987 a fevereiro de 1995 e voa de parapente desde março de 1993. Fundador do Clube de Voo Serra da Moeda. Campeão Mineiro de Asa Delta em 1989.

Glossário

Enroscar: Ato de manter-se numa zona de ascendência térmica, normalmente fazendo círculos a medida que se ganha altura.
Termal/ Térmica: Coluna de ar quente ascendente.
Quantum: Um dos parapente de iniciante do período em que foi redigido o texto.
Protótipo: Equipamentos de competição que exigem pilotagem ativa e muita experiência.
Cruzilhão: Sistema antigo de estabilização do balanço da selete (cadeira), não utilizado nos equipamentos atuais e modernos.

Não posso andar, mas posso voar!

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Quinze pilotos de parapente de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte se uniram no desafio de voar com 50 cadeirantes em dois dias.

“Foi emocionante ver a alegria deles ao voar. Todos gritavam ao decolar: Não consigo andar, mas posso voar”. Descreve o piloto Élcio João de João Pessoa – PB, um dos 15 pilotos que realizaram o sonho de 50 cadeirantes.

O idealizador deste lindo projeto, é o Cláudio Cardoso Souza, que começou com uma ideia há 3 anos atrás e depois de muita dedicação e trabalho conseguiu o reconhecimento nacional, mostrando que nosso esporte também pode ser de inclusão e que para essas pessoas o voo traz um simbolismo muito maior que o próprio ato.

Cláudio pretende levar o projeto “Não consigo andar mas posso voar” para todo Brasil, para isso conta com o apoio de todos.

Todos nós parabenizamos o Cláudio e todos os pilotos que abrilhantaram este evento.

Assista a matéria completa do Fantástico da Rede Globo >>> globoplay.globo.com/v/6437526/​

Não consigo andar, mas posso voar.

Nos dias 13 e 14 de janeiro dezenas de cadeirantes vão poder voar de parapente gratuitamente. Decolar para a vida, elevar a autoestima, estar acima das dificuldades, ver o mundo por outro ponto de vista, mostrar a si e ao mundo que portadores de deficiência podem tudo – inclusive voar.

Há 3 anos Claudio Cardoso (CLOUD) deu início a este projeto, após a experiência de voar com cadeirantes, desde então voar com essas pessoas gratuitamente era só um sonho que se sonha só.

Agora o projeto ganha novas asas e maior proporção. Consegui mobilizar vários pilotos de todo o nordeste que se disponibilizaram de coração a trabalhar nesse evento lindo onde vamos oferecer em torno de 50 voos duplos de parapente. São pilotos que vem de diversos estados do nordeste, são eles os Pilotos do Bem, mostrando que sonho que se sonha junto é realidade.

Evento realizado por Claúdio Cardoso – Cloud Paraglider School Pilotos do Bem.

Contatos:

WhatsApp: (81) 99244-5064

Instagran: @claudiocloudd

E-mail: claudio@emballa.com.br

Sobre a Ilha do Mel

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Viajar para a Ilha do Mel faz parte do nosso calendário anual, e para você aproveitar ainda mais esse refúgio paranaense enumeramos alguns atrativos para você, seus amigos e familiares desfrutarem da Ilha por terra também.

São 35 quilômetros de perímetro, com belas praias, desertas ou com pouca urbanização. Dos seus 2.700 hectares apenas 200 tem permissão de uso, ou seja a maior parte da Ilha se constitui de área de preservação.

A população da Ilha se distribui entre algumas pequenas vilas: Encantadas, Nova Brasília, Farol, Praia Grande e Fortaleza.

O voo acontece em ENCANTADAS.

Na Ilha não é permitido veículos automotores e de tração animal, ou seja a locomoção é realizada por caminhadas.

Os pontos turísticos de maior destaque são a Gruta de Encantadas, o Farol das Conchas e a Fortaleza de N.S. dos Prazeres, todos abertos a visitação pública.

Durante as caminhadas fique atento aos galhos de árvores, pois a Ilha é repleta de pássaros.

Gruta de Encantadas 

É considerada o patrimônio natural mais importante da Ilha do Mel. Para facilitar o acesso, foi construída uma passarela que leva até a sua entrada. O nome da Gruta remete a uma antiga lenda a cerca de lindas sereias se abrigavam no local, empurradas pelas ondas.

Morro da Cruz (também chamado de Ponta da Nha Pina) 

No alto do Morro há uma cruz e uma capela erguida em homenagem a São Francisco de Assis. Seu cume proporciona uma belíssima panorâmica da Praia do Miguel.

Canal da Galheta

Ponto de observação dos navios que por ali passam. O Canal também é a passagem de baleias e alguns peixes. 

Farol de Encantadas

Para se chegar ao Farol, deve-se tomar uma trilha de difícil localização (entre o mar, árvores, raízes e pedras), ela se inicia em uma subida, seguida de uma decida até a pequena praia de um pescador e criador de ostras. Uma nova subida, e chega-se ao Farol. Esta segunda parte de trilha apresenta pouquíssima luz em virtude da mata densa. Há pouca referência em livros sobre essa trilha, embora ela leve ao lugar mais belo para apreciar o pôr-do-sol (não esqueça sua câmera fotográfica!). A caminhada é leve e fácil, leva-se de 20 a 30 minutos.

Há também caminhadas mais pesadas, localizadas em Nova Brasília.

Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres

Erguida com paredes de um metro e meio de espessura, a Fortaleza foi concluída 1769. No alto do Morro da Baleia, junto à Fortaleza, estão canhões e trincheiras de pedras, o corredor é conhecido como “Labirinto dos Canhões”. Há também um mirante, com uma incrível vista panorâmica. Já no outro morro, em seu topo, temos o Farol das Conchas, visto de praticamente todos os pontos da Ilha.

Passa-Passa

Nome dado pelos locais, é a parte mais estreita da Ilha do Mel. O local sofre um processo de erosão desde 1930, porém atualmente a água já não atravessa mais de um lado ao outro (último evento foi registrado em 1995). A largura atual é de 30 metros e somente nas grandes ressacas a água chega a atravessar de um lado a outro.

Além dos pontos turísticos, há ainda outras atrações:

  • Locação de bicicletas;
  • Passeios de barcos até as diversas as Ilhas da região;
  • Aulas de surf (ministradas pelo Maninho);
  • Observação de aves e outros animais.  Na Ilha é possível avistar diversas espécies de aves, lagartos e cobras (em sua grande maioria inofensivas, atacam somente quando ameaçadas).

A VIDA NOTURNA (ENCANTADAS)

Forró na Praça de Alimentação

Aqui você descobre o verdadeiro significado da palavra caiçara e entende o que é a cultura forró-pé-de-serra. Acontece todos os finais de semana durante todo o ano na Praça de Alimentação, na Praia de Fora.

Toca Raul

O pub tem o ambiente alternativo: divertido e despojado. À meia luz, nos é possível ver imagens de Raul Seixas, Janis Joplin e entre outros. Há também um violão que pode ser utilizado pelos próprios clientes. O proprietário Ernani ficou famoso não apenas por lembrar Raul Seixas, mas também porque desenvolveu uma bebida à base de vodca, a MELEKA. A fama dessa bebida pode ser constatada em uma matéria da Gazeta do Povo.

Casa da Lua

É um local extremamente criativo, cenográfico e envolvido por misticismo. A proprietária Cris transformou o lixo deixado pelos turistas em decoração para o seu espaço, seja dentro da sua própria casa, da pousada ou do bar. Este fato por si só já faz da Casa da Lua um lugar interessante de se visitar, durante o dia ou à noite. Ainda há o fato de a proprietária, por alguma razão desconhecida, ter a fama de ser uma bruxa de mil anos.

Vai para a Ilha do Mel? Relaxa… que a Ilha é roots!


Caso não tenha ingressado no esporte, mas tem a intenção, saiba que você pode participar dessa trip e começar a sua aventura nos ares.

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Participe e viva essa experiência inigualável.


Artigo de Nicolle Muraro

Outras informações sobre a Ilha do Mel:

Dicas sobre a Ilha e dicas sobre o Voo Livre por lá

Como chegar na área de voo Ilha do Mel.

Atrativos Ilha do Mel.

Fotos do Festival Eco Cultural e Esportivo – 2016

Novo Projeto Parapente Sol – TR27

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Novo Parapente Sol Paragliders - TR27

TR27 é o nome do projeto de um novo parapente da SOL concebido para pilotos muito experientes querendo voar grandes distâncias.

O Brasil como paraíso dos grandes voos e a Sol com a experiência em milhares de quilômetros voados cria o ambiente perfeito para o desenvolvimento de um novo conceito de parapente orientado para voos excepcionais.

Durante o desenvolvimento e testes dos protótipos o projetista da SOL já voou o novo recorde da  rampa >>> http://xcbrasil.com.br/flight/294527

Em breve mais informações!

Fica ligado.

loja.voeventonorte.com.br

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