Desde que fomos para o Atacama pela primeira vez, não paramos mais.

Participantes das expedições dos anos anteriores consideram até hoje a viagem mais incrível que já realizaram.  Não é para menos caro leitor ou leitora. A imersão no voo enche seu diário de bordo com incontáveis horas de puro voo.

A paisagem invulgar, a quietude da amplidão e o farto menu de aventuras pelo Deserto mais seco do planeta atrai olhares e preenche sonhos.

Chile é o principal pupilo da América do Sul, e Iquique, o principal destino latino entre os pilotos de parapente do mundo inteiro, inclusive foi cenário de uma das produções do Jean Baptiste Chandelier.

A realidade é que não sabemos dizer se é por conta de ser um misto de filme de ficção científica, sobre a atmosfera onde a imaginação leva a crer ser lunar ou de marte, com um bom livro foto documentário sobre oásis, salares, povos andinos, lagunas repletas de flamingos, com llamas e vicunhas, onde vulcões despontam abaixo do céu mais límpido, que fazem o Atacama entrar na lista de destinos desejados.

A verdade seja declarada por aqui.

É para poucos aventureiros a experiência única de sobrevoar este complexo ambiente. Acreditamos que todo piloto de parapente deveria incluir em sua lista de coisas para fazer enquanto é tempo.

As montanhas e morros de areia que dominam a paisagem, com suas rochas, a Cordilheira dos Andes, o rico pacífico, a brisa constante, as n’s possibilidades de amplos pousos e sol diário fazem da região norte chilena, uma constante temporada de voo que não tira férias. E o melhor que é para todos os paladares, do piloto recém chegado ao esporte ao veterano sênior.

Com apenas 7 dias não voáveis durante o ANO, consolida-se como o local com as condições para o voo livre mais certeiras.

Você vai para voar, e VAI voar todos os dias. Não tem chuva que arme por lá e molhe seu roteiro. Quer dizer, raramente precipitações mínimas ocorrem, mas se isto ocorrer justamente na sua vez, saiba que irá ver um cenário mais único ainda, pois as dunas de areia tornam-se um extenso tapete verde que não dura mais que um dia a três.


A ROTINA DA EXPEDIÇÃO

A rotina que denominamos como IMERSÃO NO VOO LIVRE, frequentemente atinge 5 até 6 horas de voo diariamente. Quem voa já deve estar fazendo a matemática. Se voar 7 dias da expedição, volta para o lar com o digno diário de voo preenchido com mais 35 horas aproximadamente de vida aérea.

O voo da manhã é realizado nas imediações de Iquique, em Alto Hospício, que possui três locais de pouso distintos, além da estupenda duna urbana denominada Cerro Dragon. Acredite, ele esta abaixo da decolagem.

O voo em Alto Hospício é realizado rigorosamente pela manhã, sendo o primeiro muito tranquilo e os demais termodinâmicos.

Após todos estarem pousados na praia, vamos almoçar. Após o almoço, aquele que quiser ir descansar para a tradicional cesta chilena, ou aproveitar a praia, bater perna pelas imediações poderão fazê-lo sem stress, pois estaremos bem localizados na Playa de Cavancha.

A retomada na imersão do voo ocorre por volta das quatro horas da tarde, para seguirmos para os voos especiais em Palo Buque, onde paramos de voar somente quando escurece, por volta das oito horas da noite.

Palo Buque é o verdadeiro chamariz das aventuras aéreas. Único, exclusivo, surreal. A partir do chão, praticamente a nível do mar, com um vento de cerca de 25 até 30 km/h, controla-se o equipamento de voo, aprimora-se técnicas, habilidades e em poucos segundos atinge-se alturas fenomenais para quem decolou do chão.

Em voo, o visual é maneiríssimo. Dunas e mais dunas de areia gigantescas contribuem para que se atinja 900 mts, o oceano pacífico sempre a vista e todo mundo sai ganhando nesta brincadeira deliciosa, que só termina no poente, que vem com seu pincel dar novas cores para o voo.


Briefing da Expedição

Os participantes da expedição do Atacama recebem o material informativo com as descrições dos locais, roteiros sugeridos, dicas, recomendações, e demais informações que consideramos pertinentes, inclusive algumas curiosidades culturais. Esse material é encaminhado ao longo dos meses que antecedem a expedição, de maneira que possam ler com calma cada material enviado.


Briefing em Iquique

No primeiro dia que estaremos em Iquique é realizado um bate papo sobre as peculiaridades dos sítios de voo, incluindo outros que não estão presentes no roteiro, para a análise do grupo. É abordado as aproximações, venturis, rotores, térmicas e pousos possíveis. Antes de subirmos para Alto Hospício, visitaremos os três locais de pouso nas praias de Iquique.

No almoço, após os primeiros voos da manhã, será apresentado o plano de atividades para os dias seguintes, já conhecidos por aqui, porém com o acréscimo do plano de instrução, para que os participantes possam expressar seus anseios e desenvolver novas habilidades aéreas.

Este plano de atividades poderá ser alterado durante o bate papo, conforme a customização do perfil, habilidade e vontades do grupo. Podendo ser incluído novos sítios ou passeios de tour, previamente encaminhados ao longo dos meses antecedentes a data.


Instrutores Guias

Daniel Ayra: Residente, nascido em Iquique, piloto e instrutor de paraglider, guia turístico, é atencioso, cuidadoso e com vasta experiência no serviço turístico e de instrução de voo. No ranking 2018 Chileno, conquistou o terceiro lugar geral no campeonato de parapente.

A presença de Daniel é fundamental não apenas para os voos e instruções, mas também por garantir o bom andamento da expedição em todos os sentidos práticos, afinal de contas estamos na praia dele literalmente.

Márcio André Lichtnow: Instrutor responsável pela formação de centenas de pilotos. Líder da expedição. Fundamental para a instrução dos pilotos. Voa desde 1996 e leciona o curso de parapente desde 2005, sendo um dos instrutores com maior número de formação de pilotos no Sul do país, sendo líder no Paraná.


Informações da Expedição

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