Só me sinto digno das minhas asas se eu as utilizar para ser livre, para voar longos horizontes, para dar exemplo aos que almejam vislumbrar essa sensação única de poder voar para qualquer canto e escolher o local para pousar seguro e cheio de afeto acolhedor.

Só me sinto digno de minhas asas quando reunido com os amigos alados agregamos aprendizados e experiências, momentos e parcerias, afetos e confianças, entre os voos e conversas na busca de compartilhar das emoções e sensações indescritíveis desta jornada.

Só me sinto digno das minhas asas se quando estou voando é para simplesmente contemplar os momentos únicos de um voo alto e sereno, e que apenas reforce minha serenidade e compaixão nas horas que estou com os pés no chão, enfrentando problemas banais e ordinários da existência humana.

Só me sinto digno de minhas asas se este ato de liberdade do voo livre apenas sintonizar com o meu âmago da existência, da minha curta existência, da grandeza do momento, e da pequenez do ser humano que sobrevoa pastos e planícies.

Só me sinto digno de minhas asas quanto esse ato que brota do peito o qual vem sendo almejado através dos sonhos.

Que a liberdade de voar não seja uma fuga para a própria liberdade, que seja simplesmente ato necessário e desinteressado de si mesmo… Seja genuíno em sua vontade, e por exemplo e admiração, arrebate os corações das pessoas normais onde, de quando em vez, sentem aquela inquietude de buscar seus sonhos e conquistas, esquecidas pelo tempo…
 E você, meu caro e minha cara, amiga e amigo alado, só se sente digno de suas asas quando?
Por Marcelo Osiecki – 15/03/2017
Marcelo, tem 28 anos, é empreendedor e gestor de empresas e projetos. Ingressou no curso de parapente na Vento Norte em fevereiro de 2016, e até a data  (28/02/2017) totalizava 20h48minutos de voo livre. Que venham muitas horas de lindos voos Marcelo!

 

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